Uso de drogas psicodélicas está associado a menores chances de doenças cardíacas e diabetes

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Pesquisadores da Universidade de Oxford examinaram dados de mais de 375.000 estadunidenses que participaram de pesquisa onde relataram se já haviam usado DMT, ayahuasca, LSD, mescalina, peiote ou psilocibina, e se foram diagnosticados com doenças cardíacas ou diabetes no ano anterior. A análise descobriu que a prevalência de ambas as condições era menor entre os usuários de psicodélicos. As informações são do PsyPost, com tradução Smoke Buddies

Pessoas que experimentaram uma droga psicodélica pelo menos uma vez na vida têm menor probabilidade de doenças cardíacas e diabetes, de acordo com uma nova pesquisa publicada na Scientific Reports. As novas descobertas destacam a necessidade de mais pesquisas para investigar a ligação entre os psicodélicos e a saúde cardiometabólica.

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“Em nossa pesquisa anterior, encontramos associações entre o uso de psicodélicos clássicos ao longo da vida e menores chances de estar com sobrepeso ou obesidade, bem como menores chances de ter hipertensão no ano anterior, sendo que ambos são fatores de risco de doença cardiometabólica”, disse o autor do estudo Otto Simonsson, da Universidade de Oxford. “Portanto, queríamos olhar especificamente para a ligação entre o uso de psicodélicos clássicos ao longo da vida e doenças cardiometabólicas, como diabetes e doenças cardíacas”.

Em um artigo publicado no Journal of Psychopharmacology neste ano, os pesquisadores argumentaram “que substâncias psicodélicas como a psilocibina podem ser usadas para ajudar na promoção de mudanças positivas no estilo de vida que conduzam a uma boa saúde geral”, observando que o uso de drogas psicodélicas tem sido associado a mudanças espontâneas em comportamentos relacionados à saúde, como reduzir o consumo de álcool e praticar mais exercícios.

Simonsson e seus colegas observaram em seu estudo atual que os psicodélicos também “mostraram melhorar as condições de saúde mental associadas às doenças cardiometabólicas” e ter algumas propriedades anti-inflamatórias.

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Para examinar a relação entre o uso de psicodélicos e a saúde física, os pesquisadores examinaram dados de mais de 375.000 estadunidenses que participaram da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde, uma pesquisa anual patrocinada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA. Os participantes relataram se já haviam usado as substâncias psicodélicas clássicas DMT, ayahuasca, LSD, mescalina, peiote ou São Pedro, ou psilocibina. Eles também relataram se foram diagnosticados com doenças cardíacas ou diabetes no ano anterior.

Os pesquisadores descobriram que a prevalência de ambas as condições era menor entre os usuários de psicodélicos. Aproximadamente 2,3% daqueles que já haviam usado um psicodélico relataram doença cardíaca no ano anterior, em comparação com 4,5% daqueles que relataram nunca ter usado uma droga psicodélica. Da mesma forma, 3,95% daqueles que já haviam usado um psicodélico relataram diabetes no ano anterior, em comparação com 7,7% daqueles que relataram nunca ter usado uma droga psicodélica.

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“As descobertas sugerem que o uso de psicodélicos clássicos ao longo da vida está associado a menores chances de ter tido doença cardíaca ou diabetes no ano anterior”, disse Simonsson ao PsyPost.

Os pesquisadores controlaram por idade, sexo, estado civil, raça, renda familiar anual, nível de educação, envolvimento em comportamento de risco e uso de outros tipos de drogas. Mas as descobertas trazem uma advertência importante.

“A direção da causalidade permanece desconhecida”, disse Simonsson. “Futuros ensaios clínicos duplo-cegos, randomizados e controlados por placebo são necessários para estabelecer se o uso de um psicodélico clássico pode reduzir o risco de doenças cardiometabólicas e, em caso afirmativo, por meio de quais mecanismos”.

O estudo, “Associações entre o uso de psicodélico clássico ao longo da vida e doenças cardiometabólicas”, foi escrito por Otto Simonsson, Walter Osika, Robin Carhart-Harris e Peter S. Hendricks.

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#PraTodosVerem: fotografia em vista superior de um peiote com uma flor, de pétalas rosas lisas com um disco amarelo ao centro, no topo, onde também se vê um substrato marrom-claro ao fundo, em pior foco. Imagem: Siddarth Machado / Flickr.

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