Uso de cannabis medicinal no Brasil pode crescer com pesquisa e formação de médicos

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Levantamento mostra que mais de 40% dos entrevistados justificam o receio de efeitos colaterais como motivo para não concordar com o uso da planta em tratamentos médicos

As discussões em torno da legalização da cannabis no Brasil e em outros países têm acelerado. Recentemente, mudanças na Colômbia permitirão a fabricação de têxteis, alimentos e bebidas à base de cannabis e a exportação da planta para fins medicinais. Estima-se que, com a regulamentação aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — exclusivamente para uso medicinal —, o total de pacientes beneficiados pelos medicamentos à base de canabinoides chegue a 3,9 milhões em três anos. Isso significa um mercado potencial de R$ 4,7 bilhões ao ano, segundo informações da The Green Hub.

Diante deste cenário, a farmacêutica de cannabis medicinal Clever Leaves e a Toluna Insights realizaram pesquisa com mais de 800 brasileiros para entender a perspectiva da cannabis para uso medicinal no país. O levantamento mostrou que em torno de 30% declararam usar ou terem usado cannabis anteriormente.

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Dos que não utilizam cannabis, mais de 40% apontou que não concorda com o uso por receio dos efeitos colaterais da planta. A falta de evidência científica conclusiva sobre os benefícios da cannabis também influencia na decisão para mais de 24% dos entrevistados. Além disso, pressão da sociedade (15,2%), crenças pessoais (12,3%) e religião, com quase 10%, são fatores que afetam a decisão dos brasileiros de usar maconha medicinal.

A possibilidade de começar a utilizar a cannabis baseia-se em duas principais questões a serem melhoradas que foram apontadas por mais de 42% dos entrevistados na pesquisa: melhores evidências científicas e recomendação de um médico de confiança. Em seguida está a observação de outra pessoa utilizando e mostrando melhora na saúde com o uso da planta de acordo com mais 30% dos respondentes. Na sequência, estão ouvir endosso de uma figura pública (quase 10%) e aconselhamento por amigos e familiares — mais de 8%.

Esses dados mostram a importância dos investimentos em pesquisas científicas e formação de profissionais da saúde. Com intuito de contribuir para o avanço de pesquisas científicas em cannabis, a Clever Leaves, que começou sua presença no Brasil por meio de parcerias em 2020, está lançando o Projeto Change Lives nos EUA, oferecendo US$ 25 milhões em valor de varejo de produtos de cannabis para qualquer organização elegível do país para ajudar no avanço da pesquisa científica sobre os benefícios médicos potenciais dos canabinoides. A empresa está procurando fornecer até 250.000 frascos de óleos de cannabis de grau farmacêutico ou aproximadamente 5 toneladas de inflorescências de cannabis, que ajudarão instituições de pesquisa a desenvolver novas terapias.

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#PraTodosVerem: fotografia, em close, do top bud de uma Purple Buddah Kush, onde vários pistilos de cor creme se destacam entre ‘sugar leaves’ rajadas de roxo. Foto: THCamera Cannabis Art.

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