Uruguai: aumenta o preço da maconha nas farmácias

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A regulamentação uruguaia permite que cada pessoa registrada como adquirente acesse até 10 gramas por semana ou 40 gramas por mês de cannabis para uso adulto

A maconha para uso não médico vendida nas farmácias do Uruguai passou a custar 390 pesos uruguaios (R$ 47,46) o pacote contendo cinco gramas, desde 1º de fevereiro, segundo informou o Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca).

O preço da cannabis para uso adulto era de 370 pesos uruguaios (R$ 45) antes do aumento de pouco mais de 5%.

As farmácias uruguaias oferecem duas variedades de cannabis: Alfa (híbrida predominantemente indica) e Beta (híbrida predominantemente sativa). Ambas as variedades contêm uma porcentagem de THC que é menor ou igual a 9% e uma porcentagem de CBD igual ou superior a 3%.

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De acordo com a regulamentação uruguaia, cada pessoa registrada como adquirente em farmácias pode acessar até 10 gramas por semana ou 40 gramas por mês de cannabis para uso adulto. A contagem do Ircca atualizada em 27 de dezembro mostra que existem 47.444 compradores em farmácia e 24 farmácias aprovadas para venda da planta, bem como 219 clubes de cultivo — com um total de 6.321 membros — e 13.420 cultivos domésticos licenciados, que são as duas outras vias de acesso legal à maconha no país.

Outro aumento que o governo uruguaio pretende implementar é no teor de THC da cannabis vendida nas farmácias. Para atingir plenamente o objetivo da lei promulgada em 2013 pelo governo José Mujica, que compreende mover os consumidores de maconha do tráfico ilegal para o mercado regulamentado, o Ircca está trabalhando com as empresas produtoras para desenvolver uma nova variedade que tenha um nível de THC realmente próximo a 10% e menos CBD na composição.

As embalagens da maconha vendida nas farmácias indicam que o produto tem um máximo de 9% de THC, mas foi constatado que na realidade tem menos de 6%. “A ideia é ter um THC que cumpra o que diz a embalagem, que tem cerca de 9%, com menos CBD. Ainda vamos ficar abaixo da metade do que os clubes usam”, disse Daniel Radío, presidente da Secretaria Nacional de Drogas (SND) e da Junta Diretiva do Ircca, à Radio Universal em setembro de 2021.

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A regulamentação do mercado de cannabis hoje não permite a venda para turistas no Uruguai, mas o governo tem trabalhado nos últimos meses para incluir esta opção.

Durante encontro realizado em agosto, autoridades que compõem a Junta Nacional de Drogas (JND) do Uruguai debateram sobre as possibilidades do país permitir a venda de cannabis para turistas, com o governo uruguaio dando sinais de que irá colaborar para o andamento da pauta.

Os membros da JND tratam de duas possibilidades legais para a questão do acesso à maconha por estrangeiros. Uma seria modificar o decreto regulatório da lei de regulação do mercado de cannabis, segundo o qual o acesso pode ser dar por meio de farmácias, cultivo pessoal ou clubes canábicos, mas apenas para cidadãos uruguaios ou residentes permanentes no país; a outra seria promover uma nova lei que trate exclusivamente da venda de maconha para estrangeiros.

A JND não considera apenas a possibilidade de farmácias, mas também leva em conta a adição de novos pontos de venda e, quiçá, a permissão para os clubes canábicos comercializarem sua produção.

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#PraTodosVerem: fotografia mostra uma embalagem de maconha vendida nas farmácias uruguaias aberta e voltada para a câmera, mostrando os buds secos em tons de verde e marrom, e as mãos que a seguram, no segundo plano, fora de foco. Crédito: EFE.

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