Um primeiro estudo observa o efeito do CBG em seus usuários

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Para estudar o efeito do canabigerol, os pesquisadores realizaram uma pesquisa on-line com 127 pessoas com problemas médicos. As informações são da Newsweed, traduzidas pela Smoke Buddies

Ele é o “pai” de todos os canabinoides, mas também um quase desconhecido. O canabigerol (CBG) tem o direito do primeiro estudo de impacto, com consumidores usando-o regularmente. A pesquisa está sendo realizada pelo prestigioso cientista Ethan Russo, um dos mais importantes conhecedores do sistema endocanabinoide. Ele fundou a Credo Science e, no passado, assessorou a GW Pharmaceuticals, para seus medicamentos Epidiolex e Sativex.

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Para estudar o efeito desse canabinoide menor, Russo e seus colegas realizaram uma pesquisa on-line com 127 estadunidenses com problemas médicos. Todos eles consumiram produtos com predominância de CBG nos últimos seis meses. Essa metodologia incompleta (não há grupo de controle, recebendo um placebo, como na maioria dos estudos científicos) fornece o início de uma resposta.

A eficiência parece, em qualquer caso, muito presente. Para 74% dos entrevistados, o CBG é melhor do que os medicamentos tradicionais para o tratamento da dor crônica. Este também é o caso de 80% das pessoas com depressão, 73% dos insones e 78% dos ansiosos.

Boca seca, forte apetite e sonolência

Alguns efeitos colaterais leves também estão presentes. 17% dos entrevistados relataram um problema de boca seca, bem conhecido entre os fumantes de cannabis. 15% deles notaram um problema de sonolência, 12% um aumento do apetite (que também pode ser um efeito positivo em certas doenças) e 9% perceberam uma secura dos olhos.

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Os bons números deste estudo ainda precisam ser colocados em perspectiva, dada a ausência de um grupo de controle. Na verdade, para os cientistas, é impossível comprovar a eficácia de um tratamento sem observar a diferença entre os dois grupos.

Mas Ethan Russo sabe que sua pesquisa é apenas o primeiro passo. “Até o momento, esta é a primeira pesquisa de pacientes que usam produtos dominantes em CBG e a primeira a mostrar a eficácia desses produtos, particularmente para ansiedade, dor crônica, depressão ou insônia”. A partir de agora, a comunidade científica deve ir mais longe e abordar o assunto: “Os medicamentos dominantes em CBG devem ser estudados em estudos randomizados e controlados [com grupo controle e placebo]”.

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#PraTodosVerem: foto, em vista aérea, de um pote cheio de gomas de formato circular verdes e as mãos que o seguram, acima de um superfície em tons de bege. Imagem: Nora Topicals / Pexels.

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