THC e CBD combinados aliviam os sintomas da esclerose múltipla, mostra estudo

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Estudo italiano constatou que uma combinação de THC e CBD aliviou sintomas que afetam pacientes com esclerose múltipla progressiva secundária. As informações são da AJMC, traduzidas pela Smoke Buddies

O spray oral contendo delta-9-tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD) oferece vários benefícios para os sintomas neurofisiológicos que afetam pacientes com esclerose múltipla (EM) progressiva secundária, de acordo com os resultados de um novo estudo.

O pequeno estudo piloto de 15 pacientes analisou como o spray de THC-CBD afetou a espasticidade e os escores de dor, concluindo que o spray não apenas melhorou as medidas de espasticidade e dor — um dos sintomas mais incapacitantes e subtratados da EM — mas também estendeu a duração do período de silêncio cutâneo (PSC) do paciente, a breve interrupção da contração voluntária que se segue à forte estimulação elétrica de um nervo cutâneo.

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Os resultados desses pacientes com EM progressiva secundária foram comparados com os de 14 controles saudáveis ​​de idade e sexo semelhantes. Quatro semanas após a dose individual ideal de THC-CBD, quatro medições diferentes confirmaram que o spray melhorou significativamente a espasticidade e a dor:

  • As pontuações da Escala de Ashworth Modificada (EAM), que medem vários tons musculares em uma escala de 5 níveis com uma pontuação máxima de 48, caíram em uma mediana de 10 pontos, de 14 para 4.
  • Os tempos do teste dos nove pinos nos buracos (9-PnB), que avalia quanto tempo leva para os pacientes colocarem e removerem 9 pinos de 9 buracos, caiu em uma mediana de 3,7, de 46,0 para 42,3.
  • As classificações da escala de classificação numérica (ECN), que medem a espasticidade em uma escala de 11 pontos, caíram em uma mediana de 3 pontos, de 7 para 4.
  • As medidas da escala visual analógica (EVA) de 10 cm, que os pacientes usavam para indicar seus níveis de dor, caíram em 10 (67%) pacientes em uma mediana de 3 cm, de 5 para 2.

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No entanto, houve um teste adicional no qual os pesquisadores mediram quanto tempo os pacientes levaram para caminhar 25 pés e não viram alterações desde a linha de base até o momento da análise.

“O THC alivia a espasticidade ao modular o tônus ​​muscular, mas também possui efeitos psicotrópicos, sendo um agonista parcial do receptor canabinoide-1 (CB1R)”, explicam os pesquisadores. “Nos sítios do prosencéfalo, o CBD antagoniza os CB1Rs e os receptores canabinoides-2 (CB2Rs) na presença de THC. Assim, a combinação THC-CBD pode prevenir efeitos psicoativos subestimáveis ​​e fenômenos de abuso”.

 

 

Os pesquisadores acrescentaram que os canabinoides também interagem com as vias neurais que mediam a dor e a inflamação em locais centrais e periféricos, criando assim um efeito analgésico em várias condições, como a esclerose múltipla.

Além de melhorar os escores de espasticidade e dor, o spray prolongou simultaneamente a duração do PSC, o que segundo os autores pode se mostrar uma ferramenta promissora para avaliar os efeitos analgésicos do THC-CBD na EM. No início do estudo, a duração do PSC era de 39, e aumentou para 47,9 no momento da análise.

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