Suíça distribuirá maconha para uso adulto em ensaio de consumo controlado

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O Conselho de Estados deu luz verde à distribuição de cannabis nas grandes cidades suíças. Um terço da população afirma ter fumado cannabis no passado. As informações são do 24 heures

Os testes de distribuição de cannabis serão realizados na Suíça. O Conselho de Estados deu luz verde na quarta-feira (9) para experiências desse tipo em grandes cidades suíças. O produto, entretanto, não deve ser exclusivamente de origem nacional, nem orgânica.

Por 31 votos a 7, a Câmara dos Cantões concordou em modificar a lei sobre entorpecentes como a Nacional já havia decidido. Podem ser realizados estudos científicos sobre os efeitos do uso controlado de cannabis. Em particular, eles determinarão os efeitos dos novos regulamentos sobre o uso de cannabis para fins recreativos e suas consequências.

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Um terço da população suíça indica que já fumou cannabis antes, 200.000 pessoas a usam regularmente. A situação atual não é satisfatória, observou o ministro da Saúde, Alain Berset. As repercussões do uso de cannabis são particularmente visíveis nas cidades.

Várias delas pediram a possibilidade de fazer estudos para entender melhor a situação, lembrou. Bern, Genebra, Zurique, Basel e Biel manifestaram interesse por esses experimentos.

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Regulamentos estritos

O teste será regulamentado. Uma ordem de execução já foi redigida e estabelece uma estrutura muito rígida. A participação nos projetos-pilotos será limitada a usuários de cannabis com 18 anos ou mais, explicou Johanna Gapany (PLR-FR) em nome do comitê.

Os participantes precisarão provar que já estão usando cannabis para participar dos testes. Eles serão apoiados de perto e a evolução do seu estado de saúde terá que ser monitorada constantemente.

Os testes serão limitados geograficamente. Não devem durar mais de cinco anos, prorrogáveis ​​por dois anos, mediante solicitação. O tamanho do grupo dependerá do tipo de ensaio, mas não deve exceder 5.000 participantes.

Polêmica

Senadores da UDC e do PDC tentaram rejeitar o projeto. “O uso de drogas tem efeitos negativos na saúde”, argumentou Peter Hegglin (PDC-ZG). “A cannabis é mais prejudicial do que o tabaco e o número de viciados está aumentando constantemente”, acrescentou ele, temendo que o projeto possa abrir caminho para a liberalização.

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“As condições para a realização desses testes também não são suficientemente rígidas. Ainda há muitas questões em aberto”, disse Hannes Germann (UDC-SH). “Os jovens não devem pagar o preço. Faria mais sentido investir o dinheiro em campanhas de prevenção”.

“Estritamente regulamentados e limitados no tempo, esses testes de distribuição também nos permitirão entender o funcionamento do mercado e combater o mercado ilícito”, explica Maya Graf (Verts-BL). “Esta realidade existe e não devemos esconder o rosto”.

Não necessariamente orgânico

O Conselho de Estados registrou divergência com o Conselho Nacional sobre a origem do produto distribuído. Ele não quer que a lei declare especificamente que a cannabis seja nacional e orgânica. “A disponibilidade de tal produto é muito limitada”, explicou Johanna Gapany (PLR-FR). “Nós temos que ser realistas”.

O Conselho de Estados prefere adequar a redação. “O uso de produtos suíços e orgânicos deve ser feito na medida do possível”.

O Conselho Nacional ainda não decidiu sobre o assunto.

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia da mão de uma pessoa que segura um baseado aceso próximo à câmera e um fundo desfocado. Imagem: Chase Fade | Unsplash.

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