SpaceX enviará culturas de maconha e café à Estação Espacial Internacional

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Uma empresa de biotecnologia agrícola dos EUA, em parceria com a Universidade do Colorado Boulder e a SpaceX, pretende lançar culturas de cannabis e café ao espaço para avaliar a influência nos genes das plantas. Com informações da VICE e tradução pela Smoke Buddies

Os astronautas levam remédios para o espaço desde os primeiros dias de exploração fora do planeta – mas na próxima primavera, uma empresa do Colorado (EUA) planeja ser a primeira a enviar culturas de café e cânhamo, uma variedade de maconha, para a Estação Espacial Internacional (ISS). A missão testará se a gravidade zero causará mutação ou alteração genética das plantas, portanto, presumivelmente, um dia você poderá tomar um café com infusão de CBD em Marte.

A Front Range Biosciences, uma empresa de biotecnologia agrícola que produz variedades de café e cânhamo geneticamente consistentes, fez parceria com a startup de tecnologia Space Cells e a Universidade do Colorado Boulder, para lançar mais de 480 culturas de células vegetais em uma incubadora criada para o espaço. As culturas embarcarão em um voo de carga da SpaceX previsto para março de 2020 para reabastecer a ISS.

Embora a planta Cannabis sativa ainda seja ilegal no nível federal, o cânhamo foi legalizado novamente um ano atrás. O cânhamo é uma raça de cannabis que não pode te deixar chapado, porque carece de grandes quantidades da substância química THC.

O cânhamo é, no entanto, útil para alimentos, têxteis e para a sucção de metais pesados no solo. Ele também contém grandes quantidades de CBD, uma molécula derivada da cannabis que parece ter inúmeras propriedades medicinais, como tratamento de epilepsia , ansiedade e dor, embora as evidências ainda não sejam sólidas. De qualquer maneira, o cânhamo é uma planta versátil que pode ter muitas aplicações no espaço.

“É a primeira vez que alguém está pesquisando os efeitos da microgravidade e do voo espacial nas culturas de células de cânhamo e café”, disse Jonathan Vaught, cofundador e CEO da Front Range Biosciences, em comunicado. “Há ciência para apoiar a teoria de que as plantas no espaço sofrem mutações. Esta é uma oportunidade para ver se essas mutações se sustentam uma vez trazidas de volta à Terra e se há novas aplicações comerciais”.

Após um mês no espaço, as células serão devolvidas à Terra para que a Front Range possa analisar o DNA e avaliar os efeitos da radiação e microgravidade nas plantas. “Estamos empolgados em aprender mais sobre a expressão dos genes do cânhamo e do café na microgravidade e como isso informará nossos programas de melhoramento”, disse Reggie Gaudino, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Front Range, em comunicado.

Embora esse possa ser um dos primeiros passos para a produção de maconha ou café interestelar, a empresa alega que também pode ter aplicações terrestres. Em locais atingidos por mudança climática severa, por exemplo, pode ajudar a projetar culturas mais resilientes. No ano passado, a Front Range fez uma parceria com a Frinj Coffee para produzir plantas de café que podem crescer no sul da Califórnia, o que não é tão fácil de fazer fora de países equatoriais como a Colômbia.

Embora esse experimento com cânhamo e café seja único, não é a primeira vez que a cannabis é enviada para fora do planeta. Em 1º de junho de 2013, o Seed Hub e a High Times usaram um balão meteorológico para enviar um baseado, uma pequena planta de maconha e 95 sementes a quase 32 quilômetros do chão. Mas naquele mesmo ano, Dale Chamberlain, um ex-botânico da NASA que ajudou a construir caixas de plantas para gravidade zero, insinuou à Motherboard que sementes de cannabis já haviam sido contrabandeadas para a ISS antes.

Em 2017, um dispensário chamado Herban Planet and Sent to Space tentou um experimento semelhante à proposta da Front Range, lançando 450 g de maconha triturada com sabor de menta com um balão meteorológico a 40.000 metros de altitude. Eles estavam testando mudanças no DNA também, mas sua cannabis não ficou no espaço por muito tempo. Até a Viceland enviou um spliff (cigarro enrolado de maconha com tabaco) a 32,4 km na atmosfera.

E no início deste ano, a Space Tango, uma empresa de pesquisa espacial do Kentucky, enviou sementes de cânhamo para a ISS através de um foguete SpaceX, as devolveu à Terra e começou a cultivá-las. Seus resultados ainda não foram publicados.

Mas mesmo que essa não seja a primeira maconha no espaço, também não será a última. A Front Range planeja executar muitas experiências como essa.

“No futuro, planejamos que a equipe colha e preserve as plantas em diferentes pontos de seu ciclo de crescimento, para poder analisar quais vias metabólicas são ativadas e desativadas”, disse em comunicado Louis Stodieck, diretor da BioServe Space Technologies, na Universidade do Colorado Boulder. “Esta é uma área de estudo fascinante que tem um potencial considerável”.

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#PraCegoVer: a imagem de capa é composta por duas fotografias, lado a lado, sendo uma de uma flor de maconha de pistilos amarelados e as pontas dos dedos que a seguram e a outra da Estação Espacial Internacional, com o espaço ao fundo e parte da Terra, na parte inferior da foto. Fotos: Paciente de maconha medicinal / NASA.

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Sobre Smoke Buddies

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