Rastafáris marcham pelo acesso à indústria da cannabis na África do Sul

bandeira rastafari Rastafáris marcham pelo acesso à indústria da cannabis na África do Sul

Uma das demandas feitas ao presidente da nação pede que sejam revogadas todas as licenças de cannabis emitidas para empresas farmacêuticas de propriedade de brancos. As informações são do IOL

Cerca de 300 rastafáris marcharam pelo distrito central de negócios da Cidade do Cabo, na África do Sul, em manifesto contra a exclusão dos povos indígenas da indústria de cannabis.

Eles também estavam insatisfeitos com a falta de legislação relacionada ao cultivo de cannabis e distribuição de terras.

site sb Rastafáris marcham pelo acesso à indústria da cannabis na África do Sul

A marcha, organizada pela Associação de Fazendeiros Negros da África do Sul (BFASA, na sigla em inglês), foi acompanhada pela Câmara de Negócios de Delft, Frente Unida Rastafári, Conselho Rastafári Ganja do Cabo Ocidental e 10 associações afiliadas.

A marcha começou na praça Grand Parade, na quinta-feira (10), movendo-se em direção ao Parlamento, passando pelo Legislativo do Cabo Ocidental, e sendo concluída na Alta corte do Cabo Ocidental.

 Rastafáris marcham pelo acesso à indústria da cannabis na África do Sul

#PraCegoVer: em destaque, fotografia que mostra a multidão de rastafáris, com bandeiras e cartazes, pelas ruas da Cidade do Cabo. Imagem: Armand Hough | African News Agency.

Os manifestantes entregaram petições a representantes do Gabinete do Presidente, ao primeiro-ministro e ao juiz presidente da Alta Corte.

O presidente da BFASA, Dr. Lennox Xolile Mtshagi, disse que uma das demandas feitas ao presidente pede a revogação de todas as licenças de cannabis emitidas para empresas farmacêuticas de propriedade de brancos pela Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde da África do Sul (Sahpra).

“A planta de cannabis é uma planta indígena que pertence aos povos indígenas deste país. É injusto que a Sahpra conceda essas licenças a empresas brancas. Também exigimos que todas as empresas que vendem produtos de óleo de cannabis, como Clicks, Dis-Chem e Canna Africa, removam todos esses produtos de suas prateleiras, porque estão operando sob o Ato Ilegal de 1965”.

Leia mais: Agricultores negros da África do Sul lutam para entrar no mercado de maconha

O presidente da Câmara de Negócios de Delft, Harashaad Geldenhuys, disse que sua participação foi solidária.

“Acreditamos que o crescimento econômico começa dentro de nossas cidades e não em lugares de elite no Cabo Ocidental. Precisamos retirar a cannabis e todos os produtos relacionados do mercado, pois atualmente é ilegal. Queremos que esses culpados sejam investigados, presos e processados​​”, disse ele.

Os grupos pediram uma ação firme contra a Sahpra e a remoção de seu atual presidente, Helen Rees, e que seja feita uma investigação do “racismo flagrante na distribuição de autorizações e licenças contra os princípios da Constituição”.

Eles disseram que os povos indígenas foram privados da indústria e pediram mais inclusão por meio da alocação de terras aos povos indígenas.

O presidente da Frente Unida Rastafári, Thau-Thau Haramanuba, disse que os rastafáris ainda são uma das comunidades marginalizadas da África do Sul.

“O novo projeto de lei sobre a cannabis que o Parlamento está redigindo não está falando conosco, de forma a atender os marginalizados. Existem licenças que estão sendo emitidas de acordo com o Ato do Apartheid de 1965, que não é compatível com o BEE (Empoderamento Econômico Negro). Nenhuma pessoa negra tem licença para usar cannabis. Estamos sendo presos, espancados e sofrendo por causa da cannabis. Ainda estamos na periferia. Estamos protestando contra a discriminação e exploração dos dias modernos”.

Os grupos solicitaram feedback dentro de 14 dias com outra marcha planejada para janeiro.

Leia também:

África do Sul: ativistas criticam projeto de lei de regulação da cannabis que favorece grandes empresas

#PraCegoVer: em destaque, fotografia que mostra uma pessoa negra de costas e segurando uma pequena bandeira etíope com os braços estendidos e várias pessoas em um ambiente aberto, ao fundo, desfocado. Imagem: Leafly.

Deixe seu comentário
Assine a nossa newsletter e receba as melhores matérias diretamente no seu email!