Poucos consumidores entendem os níveis de THC em comestíveis de maconha, diz estudo

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Poucos consumidores de cannabis entendem o que realmente significam os números de THC nas embalagens de produtos comestíveis, de acordo com um novo estudo da Universidade de Waterloo. Saiba mais na tradução pela Smoke Buddies

O estudo, que pesquisou cerca de 1.000 canadenses com idades entre 16 e 30 anos, descobriu que a maioria dos consumidores não conseguia identificar se um comestível de cannabis continha níveis “baixos” ou “altos” de THC com base no rótulo.

Os pesquisadores também descobriram que informações descritivas, como símbolos e palavras, são mais eficazes para ajudar os consumidores a entender a potência do THC e aproximar o tamanho das doses de produtos de cannabis.

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“O uso de números de THC para expressar a potência dos produtos de cannabis tem pouco ou nenhum significado para a maioria dos jovens canadenses”, disse David Hammond, da Escola de Saúde Pública e Sistemas de Saúde de Waterloo. “Sabemos há muitos anos que as pessoas lutam para entender os números no verso das embalagens de alimentos e de cigarros. Os consumidores parecem ter dificuldade igual ou até maior com os números de THC, que são usados ​​para indicar a potência dos produtos de cannabis”.

Ele acrescentou: “A rotulagem e a embalagem eficazes de THC podem ajudar a reduzir o consumo excessivo acidental de produtos comestíveis de cannabis e eventos adversos, que aumentaram em jurisdições que legalizam a cannabis recreativa”.

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Atualmente, a Health Canada exige que as embalagens de cannabis listem os ingredientes, tipo de produto, potência e outras informações essenciais, incluindo peso em gramas e porcentagem de THC (ou CBD, dependendo do produto), mas não símbolos ou rotulagem intuitiva nos níveis de THC.

Os pesquisadores realizaram dois experimentos com 870 canadenses com idades entre 16 e 30 anos em 2017: o primeiro investigou se os consumidores podiam entender quantas porções havia em uma embalagem e o segundo examinou se os consumidores podiam identificar o quão potente o produto era.

O estudo constatou que aproximadamente 6% dos consumidores conseguiram identificar corretamente o tamanho da dose em produtos que não tinham rótulo ou apenas listaram o peso. Setenta e sete por cento conseguiram identificar a dose quando a mesma foi listada.

O estudo também descobriu que um sistema de ‘semáforo’, que usa cores de semáforo para indicar potência, permitiu que dois terços dos entrevistados identificassem produtos com altos níveis de THC, em comparação com 33% dos entrevistados que usaram apenas informações numéricas sobre o THC.

Em 2018, a Statistics Canada constatou que 32% dos usuários de cannabis consumiam comestíveis.

“Novas regulamentações que limitam o consumo de cannabis a um máximo de 10 mg por embalagem são particularmente importantes, uma vez que a maioria dos consumidores não entende os números de THC”, disse Hammond. “No entanto, as descobertas sugerem que os consumidores precisarão de informações de THC mais fáceis de entender para outros produtos, incluindo óleos, concentrados e flores secas”.

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia em vista superior que mostra diversas embalagens de comestíveis de maconha, como chocolates e pirulitos, sobre uma superfície cinza-escuro, com detalhe para o texto, em uma delas, “Dark chocolate + sea salt & 4.20 grams of medical cannabis / 180 mg THC”. Foto: Third Monk.

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