Portugal: um ano após legalização, milhares de pacientes ainda não têm acesso à cannabis

cultivo fabrica cantanhede Portugal: um ano após legalização, milhares de pacientes ainda não têm acesso à cannabis

Interesses econômicos e burocracia prejudicam milhares de pacientes que necessitam da cannabis medicinal em Portugal. Saiba mais na reportagem de Alexandra Borges para a TVI

mais de um ano que a lei prevê o uso da cannabis para fins medicinais, mas, até o momento, apenas um medicamento, reservado a um número pequeno de pacientes, chegou às farmácias e custa 300 euros.

A grande maioria dos doentes, milhares de pessoas, não tem sequer qualquer medicamento disponível no mercado. São empurradas para o estrangeiro, onde é mais fácil obter este tratamento, e onde têm o acompanhamento médico que não existe em Portugal. Muitos recorrem ao mercado negro, onde arriscam a sua saúde, ou ao autocultivo, que é crime em Portugal, e arriscam a sua liberdade para poder tratar-se.

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A burocracia e a demora nas licenças para cultivar a planta, extrair os princípios ativos e colocar os produtos à venda no mercado estão a atrasar o acesso a esta substância.

Mas há também falta de interesse das grandes farmacêuticas no mercado português, que é pequeno e tem baixo poder de compra. Portugal é o país mais procurado pelas grandes multinacionais para plantar cannabis, por ser uma porta de entrada para todo o mercado da União Europeia, mas toda a produção é exportada para mercados como a Alemanha e o Norte da Europa.

Este é um negócio milionário, movido pelos interesses das farmacêuticas, onde o Estado não garantiu o interesse dos pacientes.

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#PraCegoVer: em destaque, foto de uma instalação de cultivo de maconha em larga escala, com várias plantas em vasos brancos que estão sobre uma estrutura metálica acima do chão; no primeiro plano, vê-se a silhueta de uma pessoa que parece estar de costas para o cultivo e fechando o zíper do casaco. Imagem: Tony Dias | Global Imagens.

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