“O Uruguai é exemplo para o mundo”, diz Mercedes de León, organizadora da Expocannabis

O Uruguai é exemplo para o mundo diz Mercedes de León organizadora da Expocannabis O Uruguai é exemplo para o mundo, diz Mercedes de León, organizadora da Expocannabis

Em entrevista exclusiva ao Smoke Buddies, Mercedes fala sobre o exemplo uruguaio de vanguardismo nas mudanças em suas leis com relação à maconha – e em outros temas que ainda são grandes tabus pelo mundo.

O sonho de muito maconheiro brasileiro é ser uruguaio. O motivo? Nos últimos anos, o país não só regulamentou o uso, porte e plantio de maconha, como deu importantes passos rumo ao avanço no que diz respeito às vendas legais da erva em farmácias espalhadas pelo país. Ao olhar de fora, aqui do Brasil, o país é um grande modelo a ser seguido – e ao que parece, para quem vê de dentro também: “Sinto que o Uruguai é um exemplo para o mundo e espero que em breve possamos ver a indústria da maconha operar como qualquer outra”, diz Mercedes Ponce de León, organizadora da Expocannabis.

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Mas o que nos causa tanto espanto é encarado com certa normalidade por quem vive em terras uruguaias. O país que – mesmo que pouca gente saiba – permite o consumo da maconha desde 1974, também segue na vanguarda perante muitos assuntos que por aqui ainda são tratados como tabu.

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“Ao longo de sua história, o Uruguai foi pioneiro em vários avanços sociais. Foi o primeiro país da América Latina que criou uma lei referente ao divórcio e a permitir o voto de mulheres. Recentemente, aprovou uma lei que permite o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. Somos uma nação conservadora, mas que avança e se desenvolve em um mundo que anda muito rápido”, explica Mercedes.

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“Sinto que o Uruguai é um exemplo para o mundo e espero que em breve possamos ver a indústria da maconha operar como qualquer outra”, diz Mercedes Ponce de León, organizadora da Expocannabis. Foto: Divulgação.

Ela explica que, mesmo sendo legal, não havia clareza para diferenciar o que era consumo pessoal de tráfico, além de não haver nenhuma maneira legalizada de adquirir a erva. Segundo Mercedes, é exatamente aí que as diferenças começam, já que a nova lei evita que o usuário acabe sendo criminalizado, respeitando seus direitos como cidadão.

Parece perfeito, não é? Porém, para a organizadora de um dos principais eventos sobre maconha no país, ainda há um longo caminho pela frente: “Aqui no Uruguai, temos uma lei eficiente que aos poucos vai se implementando em sua totalidade. O próximo passo seria ativar a implementação da cannabis medicinal. Esse é um terreno em que temos muito a trabalhar”.

E como bons brasileiros, não poderíamos deixar de perguntar: afinal, o modelo uruguaio poderia funcionar em terras tupiniquins? Para ela, “tudo é possível! O Brasil é muito grande, mas tem um caminho diferente ao do Uruguai. Sem dúvidas nossa Regulamentação impacta o país e o mundo como uma alternativa à proibição. Está mais que provado que proibir traz ainda mais drogas cada vez mais acessíveis, violentas e corruptas”, diz.

Deu pra entender, não é?

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