Mulheres que fazem uso pesado de cannabis têm menor incidência de diabetes, diz estudo

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Os pesquisadores da Universidade Texas A&M não encontraram associação entre a condição e uso de maconha para mulheres que fazem “uso leve” da planta nem para indivíduos do sexo masculino com qualquer nível de consumo

Um novo estudo publicado recentemente na Cannabis and Cannabinoid Research descobriu que as mulheres que usavam muita cannabis tinham menor incidência de diabetes, uma condição crônica que impede o corpo de produzir insulina suficiente (tipo 1) ou ser capaz de usar insulina de forma eficiente (tipo 2).

Aproximadamente um em cada 10 estadunidenses tem diabetes, e a condição foi responsável por 87.647 mortes nos EUA em 2019, tornando-se a sétima principal causa de morte naquele ano.

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Para o estudo, os alunos de pós-graduação da Escola de Saúde Pública da Universidade Texas A&M Ayobami Ogunsola, Samuel Smith, Udeh Mercy e Olatunji Eniola, juntamente com um colega da Universidade Hofstra, analisaram dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição (2013-2018), de aproximadamente 15.000 participantes. A maioria dos participantes era do sexo feminino, branca (não hispânica), com mais de 40 anos e com pelo menos ensino superior. O uso de cannabis foi estimado com base na exposição e frequência de uso, sendo que fumar cannabis menos de quatro vezes por mês foi considerado “uso leve” e “uso pesado” foi definido como quatro ou mais vezes por mês. O status do diabetes foi determinado pelo diagnóstico médico ou pelos critérios de glicose plasmática, glicose no sangue em jejum ou níveis de hemoglobina A1C.

As participantes do sexo feminino que usavam maconha pesadamente eram menos propensas a serem diagnosticadas com diabetes do que as participantes do sexo feminino que não usavam maconha. O uso leve de cannabis por participantes do sexo feminino não teve associação com o diagnóstico de diabetes. Os pesquisadores não encontraram associação em participantes do sexo masculino entre diabetes e qualquer nível de uso de cannabis.

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Pesquisas anteriores mostraram que o sistema endocanabinoide, uma série de neurotransmissores e receptores no sistema nervoso envolvidos em vários processos biológicos, tem efeitos diferentes dependendo do sexo. O canabidiol e o delta-9-tetraidrocanabinol, dois compostos-chave da cannabis, estimulam os receptores no sistema endocanabinoide que resultam em uma melhor eliminação da glicose. Os autores observam que esta é uma possível explicação para a diferença baseada no sexo encontrada durante o estudo.

Mais pesquisas são necessárias para entender melhor a associação observada neste estudo, especialmente para analisar as variáveis e mecanismos individuais e contextuais que podem ser responsáveis.

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#PraTodosVerem: fotografia mostra uma mulher com um sorriso fechado enquanto olha para o baseado, aceso, que segura, em um ambiente interno, onde a luz incide da esquerda e a parte direita está à sombra. Foto: Rodnae Productions / Pexels.

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