Método baseado em imagem cerebral para determinar comprometimento por cannabis é relatado por pesquisadores

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Um novo estudo realizado por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts mostra que um procedimento de imagem da atividade cerebral pode oferecer uma maneira mais confiável de distinguir o desempenho na direção de automóveis prejudicado pelo uso de maconha

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) descobriram que um procedimento de imagem cerebral não invasivo pode ser uma maneira objetiva e confiável de identificar indivíduos cujo desempenho na direção de automóveis foi prejudicado pelo THC, um dos ingredientes psicoativos da cannabis. A técnica usa tecnologia de imagem conhecida como espectroscopia funcional em infravermelho próximo (fNIRS) para medir os padrões de ativação cerebral que se correlacionam com o “comprometimento por THC”. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Neuropsychopharmacology.

O estudo sobre o uso de imagem cerebral para detectar a deficiência por uso de cannabis tem relevância no que diz respeito ao fato de que o estado de comprometimento para dirigir não pode ser confirmado pela simples presença de THC no organismo, uma vez que os testes de saliva e sangue e bafômetros utilizados atualmente já foram apontados como métodos inconsistentes de detecção de direção prejudicada por uso de maconha em diversos estudos.

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Leia mais: THC no sangue e na saliva são medidas inadequadas de direção comprometida

“Nossa pesquisa representa uma nova direção para testes de deficiência no campo”, diz a principal autora Jodi Gilman, PhD, investigadora do Centro de Medicina da Dependência do Hospital Geral de Massachusetts, em nota da instituição. “Nosso objetivo era determinar se o comprometimento por uso de cannabis poderia ser detectado a partir da atividade do cérebro em um nível individual. Esta é uma questão crítica porque uma abordagem do tipo ‘bafômetro’ não funcionará para detectar deficiência por cannabis, o que torna muito difícil avaliar objetivamente a deficiência por THC durante uma parada de trânsito.”

A determinação de um estado de deficiência por uso de cannabis ainda é um desafio para os cientistas, pois a concentração de THC no corpo não corresponde necessariamente ao comprometimento funcional. Uma razão é que as pessoas que usam maconha com frequência podem ter altos níveis de THC no organismo e não estarem prejudicadas para dirigir. Outra é que os metabólitos do THC podem permanecer na corrente sanguínea por semanas após o último uso de cannabis, muito além do período de inebriamento. Daí a necessidade de um método diferente para determinar o comprometimento por uso de maconha.

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No estudo de Massachusetts, 169 pessoas foram submetidas a imagens cerebrais de fNIRS antes e depois de receber THC oral ou placebo. Os participantes que relataram inebriamento após receberem o THC mostraram um aumento da concentração de hemoglobina oxigenada — um tipo de assinatura de atividade neural da região do córtex pré-frontal do cérebro — em comparação com aqueles que relataram baixo ou nenhum inebriamento.

“A precisão desse método foi confirmada pelo fato de o comprometimento ser determinado por modelos de aprendizado de máquina usando informações de autorrelato correspondente à fNIRS e avaliação clínica do comprometimento em 76% das vezes”, declarou o autor sênior e investigador principal A. Eden Evins, mestre em saúde pública e diretor fundador do Centro de Medicina da Dependência do hospital.

Embora tenha se mostrado promissor no laboratório, o estudo, financiado pelo Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos EUA, não avaliou o método especificamente em testes de condução prejudicada na estrada.

“As empresas estão desenvolvendo dispositivos de bafômetro que apenas medem a exposição à cannabis, mas não o comprometimento por cannabis”, diz Gilman, a autora principal do estudo. “Precisamos de um método que não penalize os usuários de maconha medicinal ou outros com quantidades insuficientes de cannabis em seu sistema para prejudicar seu desempenho. Embora exija mais estudos, acreditamos que os testes baseados no cérebro podem fornecer uma solução objetiva, prática e muito necessária”.

Leia mais: Usuários regulares de maconha dirigem com a mesma segurança que pessoas sóbrias

Um estudo recente realizado por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, demonstrou que as concentrações de THC no sangue e fluido oral são indicadores relativamente baixos ou inconsistentes de comprometimento induzido por cannabis. Nenhuma relação significativa entre a concentração de THC no sangue e o desempenho ao dirigir foi observada para usuários de cannabis regulares. Os pesquisadores também descobriram que o inebriamento subjetivo — como os indivíduos relataram que se sentiam — também estava fracamente associado à deficiência real.

Em um esforço para entender melhor o inebriamento por maconha e, em última instância, melhorar a legislação relacionada, pesquisadores do RTI International, apoiados pelo Instituto Nacional de Justiça dos EUA, estudaram como doses específicas de cannabis e métodos de administração (oral ou vaporizada) afetam os níveis de THC no corpo e como isso se correlaciona com o desempenho em testes de comprometimento.

O estudo revelou que, embora o THC tenha demonstrado afetar áreas do cérebro que controlam o movimento, equilíbrio, coordenação, memória e julgamento, os níveis do composto nos fluidos não eram indicadores confiáveis ​​de entorpecimento por maconha para os participantes do estudo.

Em outro estudo, conduzido por pesquisadores afiliados à Universidade do Colorado (EUA), a cannabis prejudicou o desempenho de direção em usuários ocasionais da planta, enquanto os consumidores diários foram capazes de dirigir com tanta segurança quanto os motoristas que não usaram a planta.

O novo método de detecção de condução prejudicada por cannabis levantado pela pesquisa de Massachusetts, se confirmado por mais estudos, pode ser a solução para que motoristas em todo o mundo deixem de ser injustamente penalizados por testes falhos, um problema urgente se levarmos em conta o número cada vez maior de pacientes que fazem uso da maconha e produtos derivados em tratamentos de saúde.

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#PraTodosVerem: fotografia tirada do banco de trás do motorista, onde se vê suas mãos no volante enquanto uma delas segura um baseado entre o indicador e médio, e um fundo azul-claro no para-brisas.

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