Mercado da maconha movimenta R$ 52 bilhões na Europa

baseado mao rosto Mercado da maconha movimenta R$ 52 bilhões na Europa

Um mercado que poderia estar gerando divisas e empregos na região, que passa por momento de instabilidade econômica, segue sendo violentamente disputado por grupos de crime organizado

A cannabis representa o maior mercado de drogas da União Europeia (UE). Com cerca de 25 milhões de pessoas relatando ter usado a substância no ano passado, o mercado europeu de cannabis é estimado em pelo menos 11,6 bilhões de euros — cerca de R$ 52 bilhões —, em números conservadores, segundo levantamento do Centro Europeu de Monitoramento das Drogas e da Toxicodependência.

A Europa é uma grande produtora de maconha e estima-se que pelo menos 20.000 locais de cultivo da planta sejam desmantelados todos os anos na UE, embora seja provável que o número de locais que produzem a erva, em um dado momento, seja muito maior.

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Um mercado que poderia estar gerando divisas e empregos na Área do Euro, que enfrenta um período de instabilidade econômica, marcado por uma inflação em alta e o menor patamar do índice PMI desde a crise de 2012, segue sendo violentamente disputado por grupos de crime organizado, originários de diversos países, como Marrocos, Holanda e Vietnã.

O negócio da maconha está se tornando mais diversificado e complexo. Com flores in natura e haxixe produzidos de forma ilícita sendo as formas mais usadas da cannabis, o mercado agora também inclui óleos altamente concentrados e preparações à base da planta para uso medicinal, além de um número crescente de produtos à base de canabidiol (CBD) que vêm sendo comercializados de várias formas.

As estimativas de consumo apontam que um em cada sete adultos jovens (15 a 34 anos) na UE relataram ter usado cannabis no ano passado, além de sinais recentes de aumento das coortes etárias mais jovens em alguns países.

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Desenvolvimento na produção e no tráfico

Uma grande proporção da cannabis in natura consumida na UE é cultivada lá, mais perto do seu local de consumo, em vez de ser importada, reduzindo a necessidade de trafegar a erva através das fronteiras externas e diminuindo o risco de interdição por ações policiais.

As montanhas Rif do Marrocos são a região de origem da maior parte das extrações de cannabis disponíveis na Europa. O aumento da cooperação com produtores europeus da planta parece explicar a disseminação de cepas de maconha de alto rendimento e alta potência na região e, portanto, o aumento da potência das extrações observado na Europa nos últimos 10 anos.

Embora a Espanha continue sendo o principal ponto de entrada na UE, o tráfico de resina de maconha produzida no Marrocos e no Líbano vem abrangendo a região do Mar Mediterrâneo como um todo, após o surgimento da Líbia como um importante centro de armazenamento e trânsito para a substância.

A Holanda e a Espanha são comumente identificadas como a fonte de origem das apreensões feitas pelos países da UE. Contudo, os Balcãs Ocidentais, e a Albânia em particular, permanecem como uma importante fonte de origem das apreensões de cannabis in natura.

A frequência das vendas on-line de pequeno volume de maconha está aumentando. Embora, atualmente, a escala seja pequena em comparação com os mercados de varejo tradicionais, ela tem um potencial considerável para crescer.

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#PraCegoVer: fotografia (em destaque) em plano fechado que mostra parte da face, em meio perfil, de uma mulher, que expele uma fumaça densa, ao fundo, fora de foco, e um baseado que segura entre os dedos indicador e médio, no primeiro plano (parte esquerda da imagem). Foto: Pedro Alamo Orellana | Flickr.

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