Novos estudos da medicina psicodélica no Fórum Econômico Mundial

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A medicina psicodélica também teve espaço no Fórum Econômico Mundial. O neurocientista Robin Carhart-Harris, da Universidade de Oxford, falou sobre sua pesquisa com drogas psicodélicas e seus efeitos no tratamento de doenças como depressão e estresse. As informações são da Época Negócios.

As fortes pressões da vida moderna, causadas principalmente pelo trabalho, têm elevado o número de doenças e, ao mesmo tempo, aumentado a busca por novas formas de tratamento. Com essa mentalidade, muitos países fizeram as pazes com a maconha nos últimos anos, e estudos têm sido conduzidos com foco em outras substâncias – inclusive com as polêmicas drogas psicodélicas.

O psicólogo e neurocientista Robin Carhart-Harris lidera um centro de pesquisas em psicodélicos na Universidade de Oxford e compartilhou na manhã de hoje (23/01) alguns tópicos de sua pesquisa em um debate no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Por definição, o pesquisador concentra seus estudos em uma categoria de drogas responsáveis por “revelar e manifestar a mente, tornando-a mais precisa”. “São justamente essas características que tornam essas substâncias algo interessante e que levantam questionamentos sobre como elas podem ser úteis”, afirma Carhart-Harris.

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Por causarem reações complexas no cérebro, o neurocientista afirma que as pesquisas sobre as substâncias ainda estão “arranhando a superfície”. Muitas descobertas devem ser feitas, mas o que se sabe é que o estímulo dos psicodélicos está associado a um sistema particular de neurotransmissores e de serotonina – que, por sua vez, se relacionam a um “pensamento mais consciente” e uma “flexibilidade da mente e do comportamento“. Dessa forma, seria possível utilizar tais substâncias no tratamento de doenças como depressão e altos níveis de estresse – e isso com uma abordagem mais eficaz e menos nociva do que o uso de antidepressivos, por exemplo.

Em relação à visão negativa que esse tipo de substância possui, Carhart-Harris destaca que é preciso ter, sim, precaução. “A reação deve ser realmente essa. Tais substâncias não devem ser encaradas da mesma forma que o álcool, por exemplo”, afirma. A ideia, segundo o pesquisador, não é promover o uso dessas drogas – especialmente não da forma irresponsável que normalmente as pessoas realizam. “O uso nos parece seguro fisiologicamente falando, mas é preciso manter os pés no chão.”

Da mesma forma como os traumas interferem negativamente no restante da vida de um indivíduo, o neurocientista identifica em sua pesquisa que o uso seguro de drogas psicodélicas pode trazer mudanças significativas, inclusive comportamentais. Em testes onde os efeitos da droga se manifestaram entre 4 e 5 horas, houve casos em que os indivíduos demonstraram alterações positivas em sua personalidade, se tornando mais abertas. Isso está relacionado com “a habilidade de ver uma perspectiva maior e um senso de interconexão”, proporcionados pela experiência.

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#PraCegoVer: Fotografia de capa mostra a parte interna de um vidro transparente onde tem escrito em preto “World Economic Forum”, do lado de fora vemos de forma desfocada parte da região de Davos, na Suíça.

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