Marcha da Maconha no Recife reúne ativistas pelo uso medicinal e adulto da erva

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Duas mil pessoas participaram do ato, segundo a organização do evento ocorrido neste sábado (18). A Polícia Militar não divulga estimativa de público em manifestações. As informações são do G1.

A 12ª Marcha da Maconha no Recife reuniu ativistas, neste sábado (18), em prol da descriminalização do uso da maconha para fins medicinais e recreativos e também pelo respeito às pessoas. A concentração ocorreu em frente ao monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro, no Centro da capital.

“Hoje pedimos muito mais pela vida dos negros e pobres”, diz a organizadora da marcha há nove anos, Ingrid Farias.

Com o tema “Sejamos livres. Libertem nosso povo”, o ato contou com 2 mil participantes, de acordo com a organização da marcha, que estava para sair pelas ruas da área central do Recife às 16h20, porém atrasou mais de uma hora. A Polícia Militar (PM) não divulga estimativa de público em manifestações.

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#PraCegoVer: Fotografia mostra o momento da concentração no monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora — Foto: Edilson Segundo/G1

Policiais agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) acompanharam a manifestação. Durante a concentração, discursos sobre a legislação da maconha vigente no Brasil foram proferidos em um trio elétrico.

Além disso, houve sorteios de camisas e batalha de MCs. No Brasil, o direito a manifestações pela legalização das drogas está garantido desde 2011 por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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#PraCegoVer: Fotografa de Mylena e Raphael apoiam a descriminalização da maconha para uso medicinal, junto ao seu cão que usa tiara com folhas da erva — Foto: Edilson Segundo/G1

Manifestantes participaram da marcha fantasiados, com cartazes e instrumentos musicais. Este foi o terceiro ano que o vendedor Raphael Vieitz, de 25 anos, e a microempreendedora Mylena Lívia, de 20 anos, marcaram presença na marcha. Eles levaram o pit bull Lúcifer para a caminhada. “Estar aqui na marcha representa uma quebra de tabu”, declara Mylena.

Ela diz ser usuária da maconha como medicamento há um ano. Portadora de dor de cabeça crônica, Mylena afirma que as dores não são tão mais frequentes desde então. “Em um mês, eu sentia sete dores de cabeça muito fortes. Eu ficava trancada dentro de um quarto escuro. Agora faz dois meses que não sinto nada”, conta.

#PraCegoVer: Fotografia (de capa) mostra manifestantes durante a Marcha da Maconha em Recife. Crédito Edilson Segundo / G1

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