Marcha da Maconha DF ocorre em meio à meio de incerteza de andamento no STF

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Os manifestantes percorreram um trajeto de 1,5 quilômetro, até o Supremo Tribunal Federal (STF). No local, eles abriram uma faixa e posaram com cartazes. Três adolescentes e outros 14 manifestantes – maiores de idade – haviam sido apreendidos por porte de maconha.

A Marcha da Maconha foi convocada pelas redes sociais e começou por volta das 14h, após o protesto contra o bloqueio de verbas na educação, em Brasília. O grupo, que defende a descriminalização da maconha, se concentrou próximo da Catedral Metropolitana, no centro da capital.

Os manifestantes percorreram um trajeto de 1,5 quilômetro, até o Supremo Tribunal Federal (STF). No local, eles abriram uma faixa e posaram com cartazes.

Segundo a PM, a marcha foi pacífica e terminou por volta das 17h, conforme noticiou o G1.

Muitos manifestantes defendem o uso medicinal da maconha. Juma Santos, de 44 anos, contou que tem um neto de 9 anos que precisa do canabidiol para reduzir as crises de epilepsia.

Segundo ela, que foi uma das organizadoras da marcha, “é questão de saúde”.

 

“A gente quer descriminalização, porque a maconha está relacionado a saúde. Não é porque a gente faz uso que somos marginais.”

 

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#PraCegoVer: Fotografia mostra três manifestantes segurando cartazes onde lemos Maconha é Remédio #Legalize. Grupo defende descriminalização da maconha. — Foto: Larissa Passos/G1

Pacto com Bolsonaro

Após reunião com Bolsonaro, o ministro Dias Toffoli deve retirar a descriminalização da maconha da pauta do STF. A explicação para a possível suspensão do julgamento é que magistrados receberam há alguns dias a íntegra de um projeto já aprovado na Câmara e no Senado que mantém a criminalização e altera vários pontos da política nacional de drogas.

Leia mais: Toffoli deve tirar descriminalização do porte de drogas da pauta do STF

Prisão por porte de maconha

Três adolescentes foram levados por servidores da Vara da Infância e Juventude durante a Marcha da Maconha, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (30). Eles têm entre 14 e 15 anos e, por serem menores de idade, não poderiam participar da manifestação que segundo a PM “faz apologia ao uso de drogas”.

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#PraCegoVer: Fotografia mostra três adolescentes sendo conduzidos levados por servidores da Vara da Infância e Juventude durante a Marcha da Maconha, em Brasília.— Foto: Larissa Passos/G1

Os adolescentes foram encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), na Asa Norte. Até as 16h30, outros 14 manifestantes – maiores de idade – haviam sido apreendidos.

De acordo com a PM, os maiores de idade faziam uso da droga. Eles devem assinar um termo circunstanciado, por uso e porte de maconha e, em seguida, serão liberado para responder à Justiça.

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#PraCegoVer: Fotografia mostra Policiais Militares revistando manifestantes durante Marcha da Maconha, em Brasília — Foto: Larissa Passos/G1

Menos burocracia
Atualmente a planta é um produto controlado no Brasil e é permitido o registro de produtos à base de seus princípios ativos, mas o plantio para pesquisa ou fins medicinais ainda não está regulamentado. A venda da maconha é considerada tráfico.

Uma comissão do Senado aprovou o cultivo, mas o projeto ainda tramita na Casa. Apenas um remédio, feito fora do País, e de alto custo, já está no mercado. Ele atua contra espasmos associados à Esclerose Múltipla.

A Anvisa também vem autorizando a importação excepcional de produtos à base de substâncias da planta desde 2014, para fins medicinais, mediante prescrição de profissional habilitado para tratamento de saúde. Crianças com epilepsias refratárias têm sido as mais beneficiadas.

No Distrito Federal, pacientes que dependem do canabidiol e de outros compostos derivados da maconha – para conter espasmos ou aliviar dores crônicas, por exemplo – não precisam mais acionar a Justiça para obter tratamento.

Uma portaria, publicada em outubro de 2018, pela Secretaria de Saúde, reduziu a burocracia no acesso às substâncias.

#PraCegoVer: Fotografia (de capa) mostra grupo que participou da Marcha da Maconha, em Brasília, abre faixa em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) — Foto: Larissa Passos/G1

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