Mantendo sua privacidade on-line às 4h20

VPN cannabis seeds  Mantendo sua privacidade on line às 4h20

Se você está buscando aquelas sementes especiais, ou procurando um produto relacionado à cannabis, a internet oferece tudo o que você precisa. Há apenas uma questão, é claro: seu provedor de internet, sempre olhando tudo que você procura e digita on-line

É aconselhável ter cuidado, independentemente de você estar cultivando ou comprando o que é cultivado para fins terapêuticos. E é necessário ficar paranoico com relação a isso — apesar de todos os seus benefícios, nem mesmo Lee “Scratch” Perry argumentará sobre as capacidades indutoras de paranoia da erva sagrada. Mas a paranoia, neste caso, é necessária para que você se previna e haja discretamente; e não seja surpreendido pelas autoridades brasileiras.

Fumar e cultivar cannabis, a santa erva, são atividades gratificantes, mas, neste artigo, vamos nos concentrar no cultivo, porque cada passo on-line pode ser perigoso.

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Pesquisando informações ou lojas, você pode obter uma lista de sites internacionais, mas isto também poderá servir como evidência se você for pego mais tarde. Seu ISP (Provedor de Internet) vê os sites que você está visitando, incluindo o site do banco de sementes ou site de lojas especializadas. Muitos países têm leis de retenção de dados que obrigam os ISPs a manter esses dados, e talvez você não queira que a polícia veja isso.

  • O pagamento na rede deixa um registro financeiro, especialmente se você estiver usando seu cartão de crédito, mas também se estiver usando algo como o PayPal.
  • A comunicação com os fornecedores geralmente é algo que você faz por e-mail, o que pode denunciá-lo se você fizer isso de forma descuidada.
  • A embalagem de produtos relacionados à maconha pode ser bastante extravagante e óbvia, o que é um risco nos correios.
  • O endereço de entrega de um pedido relacionado à planta pode ser um bom alvo para um mandado de busca.

Existem maneiras de mitigar esses riscos e nós mostraremos como.

Seu IP é um delator

Seu endereço IP é a sua impressão digital na internet. É um identificador básico que você não pode prescindir. Sempre que você acessa um site, por exemplo, está enviando solicitações do seu endereço IP para um servidor em algum lugar e recebendo dados de volta. Portanto, essa combinação de números conecta os pontos entre você e a sua atividade on-line.

O endereço IP é exclusivo para o dispositivo de rede, mas se você estiver conectado por meio de uma rede wi-fi, o endereço IP utilizado é o do roteador — não o do seu PC ou telefone. Portanto, por exemplo, se houver mais pessoas usando a mesma conexão wi-fi, não será possível saber qual pessoa da casa está analisando aquela seleção de cepas de Sativa com alto nível de THC.

O que você pode fazer é ocultar seu endereço IP real. Existem três maneiras simples de fazer isso:

  • VPN
  • Proxy
  • Tor

Cada um deles envia seu tráfego através de um servidor para algum lugar. O efeito é que o seu provedor de serviços de internet o vê se conectando ao IP de um servidor VPN (por exemplo) e não ao destino real. Fora isto, o seu provedor não terá a mínima ideia dos sites que você visita e do que você digita.

Uma VPN é a opção mais segura de todas, além de ser a mais rápida e versátil; rapidamente e com dois cliques você estará protegido. No entanto, isso vem com uma ressalva — você precisa obter uma boa.

Rastreamento do navegador

Existem outras maneiras de acompanhar o que você está fazendo na web. Isso é menos preocupante, porque a aplicação da lei normalmente terá menos controle sobre empresas de big data do que seu ISP. No entanto, almejamos níveis paranoicos de “o governo está querendo me pegar”, então vamos nos mexer.

Não é errado olhar para a World Wide Web contemporânea como uma rede de sites conectados por meio de funis de dados operados por vários terceiros. Os mais prevalentes são os operadores de big data como Google e Facebook (cujos rastreadores podem ser encontrados na maioria dos sites), mas existem milhares de entidades menores executando as mesmas funções e compartilhando informações sobre os usuários por meio de sincronização de cookies, impressão digital de navegador e outras táticas nefastas.

Atualmente, não é mais um segredo que agências de inteligência como a NSA, nos EUA, tenham acesso a grande parte dos dados em poder do Google ou do Facebook. É uma maneira cara e maquiavélica de caçar todas e quaisquer pessoas, mas é melhor prevenir do que remediar, certo?

Para se proteger contra o rastreamento do navegador, recomendamos:

Usar um navegador antirrastreamento como o Tor ou certificar-se de instalar extensões antirrastreamento (ExpressVPN, uBlock Origin, DuckDuckGo etc.) em qualquer um dos navegadores mais convencionais.

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia tirada em meia luz em que aparece, no lado esquerdo, um aparelho adesivado com uma flor de cannabis e, no lado direito, parte do teclado de um notebook. Foto: Shane Rounce.

Este é um conteúdo publieditorial.

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