Maconha é eficaz no tratamento da fadiga, descobre estudo

baseado isqueiro Maconha é eficaz no tratamento da fadiga, descobre estudo

Pesquisadores da Universidade do Novo México, nos EUA, observaram que mais de 91% dos participantes que usaram cannabis para tratar a condição relataram melhora dos sintomas

Um estudo sobre os efeitos do consumo de maconha como tratamento para a fadiga encontrou resultados positivos, de acordo com dados coletados por pesquisadores da Universidade do Novo México (EUA).

Os dados analisados pelos pesquisadores foram retirados de 3.922 sessões de cannabis autoadministradas de 1.224 participantes usando um aplicativo móvel chamado Releaf. O app foi projetado para ajudar os indivíduos a registrar as características da cannabis que compram enquanto monitoram em tempo real seus efeitos.

O estudo, intitulado “Os efeitos do consumo de flores de cannabis para o tratamento da fadiga”, foi o primeiro experimento em grande escala a revelar que as pessoas têm uma boa chance de ver melhorias na fadiga depois de fumar maconha.

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“Apesar das crenças convencionais de que o uso frequente de cannabis pode resultar em diminuição da atividade comportamental, busca de objetivos e competitividade, ou o que os acadêmicos chamam de ‘síndrome amotivacional’, as pessoas tendem a experimentar um aumento imediato em seus níveis de energia imediatamente após consumir cannabis”, disse o Dr. Jacob Miguel Vigil, coautor do estudo e professor associado do Departamento de Psicologia da UNM.

Os resultados mostram que mais de 91% dos participantes sentiu que sua fadiga diminuiu em geral após o consumo de maconha. Os autores também notaram que os participantes que fumaram baseados sentiram mais alívio da fadiga do que aqueles que optaram por consumir via pipe ou vaporizadores.

“Um dos resultados mais surpreendentes deste estudo é que a cannabis, em geral, produziu melhorias nos sintomas de fadiga, em vez de apenas um subconjunto de produtos, como aqueles com níveis mais altos de THC ou CBD ou produtos caracterizados como sativa em vez de indica”, disse a coautora Dra. Sarah Stith.

Os autores sugerem que o fato de o THC e o CBD não estarem correlacionados com as mudanças na sensação de fadiga pode significar que “outros canabinoides e fitoquímicos menores, como os terpenos, podem podem ser mais influentes nos efeitos do uso de cannabis do que se acreditava anteriormente”.

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“Em um futuro próximo, prevejo que os pacientes terão a oportunidade de acessar produtos de cannabis mais individualizados, com combinações distintas e conhecidas de perfis químicos para tratar suas necessidades de saúde e estilos de vida específicos”, disse Vigil.

Os pesquisadores também destacaram algumas limitações do estudo, como a falta de um grupo de comparação e a possibilidade de pessoas que tratam sintomas de fadiga com cannabis e não obtiveram benefícios de opções alternativas de tratamento poderem ser particularmente mais propensas a relatar benefícios da maconha.

“Apesar dessas limitações, o estudo atual mostra que a flor natural de cannabis inteira tem efeitos energéticos e de ação rápida para a maioria dos usuários que a utilizam para tratar a fadiga”, escreveram os autores.

Mito do maconheiro preguiçoso

O mito de que o uso de maconha deixa as pessoas preguiçosas, ou causa síndrome amotivacional, já havia sido derrubado por outros estudos.

Um estudo publicado na Preventive Medicine, em 2021, avaliou os dados do Estudo Nacional Longitudinal de Saúde Adolescente e Adulta, um estudo longitudinal com mais de 20.000 estudantes estadunidenses do ensino fundamental ou médio que começou em 1994 e decorreu de cinco rodadas de pesquisas sobre os mesmos assuntos.

Os pesquisadores se concentraram nas duas últimas rodadas do estudo: a concluída em 2009 com 14.784 indivíduos com idades entre 24 e 34 anos, e a concluída em 2018 com 12.043 indivíduos com idades entre 34 e 42 anos.

A pesquisa avaliou o uso leve, moderado e pesado de cannabis dos indivíduos nos últimos 30 dias em relação à atividade física nos últimos sete dias. A análise estatística não resultou em associação negativa significativa entre as duas variáveis. Na verdade, em casos de correlação significativa, a relação aponta para um aumento da atividade de exercícios para usuários de maconha.

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Um outro estudo realizado com estadunidenses idosos descobriu que os consumidores de cannabis tenderam a fazer mais exercícios formais e se envolver em mais atividades físicas do que os não consumidores durante o período de quatro meses do experimento. O estudo foi divulgado na edição de julho de 2020 da American Journal on Health Behavior.

Os adultos acima de 60 anos que usam maconha não apenas estavam em melhor forma do que seus colegas não usuários da planta, como também foram mais receptivos a um “ensaio de intervenção com exercício” de quatro meses.

Em fevereiro deste ano, um estudo publicado na revista Experimental and Clinical Psychopharmacology mostrou que estudantes universitários que consomem cannabis regularmente são mais propensos a escolher tarefas que exigem mais esforço em comparação com não usuários.

“Nossos resultados não apoiam a hipótese amotivacional, mas, em vez disso, que o uso de cannabis está associado a uma maior probabilidade de selecionar tarefas de alto esforço”, escreveram os pesquisadores do estudo.

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#PraTodosVerem: fotografia mostra uma pessoa, em perfil, de óculos escuros e acendendo um baseado com um isqueiro prateado, e uma praia ao fundo, fora do foco. Imagem: Smoke Honest | Unsplash.

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