Líder da Câmara revela plano para legalização da maconha em Minnesota (EUA)

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Entre os princípios estabelecidos, está a criação de um mercado de maconha que favoreça comunidades impactadas desproporcionalmente pela proibição, como a população afro-americana. Com informações do Bring Me The News e tradução pela Smoke Buddies

Antes mesmo do início da sessão legislativa de 2020 em Minnesota, que se deu essa semana, um líder do DFL (Democrata-Farmer-Labor) disse que pretende propor um projeto de legalização da maconha no estado.

O líder da maioria da Câmara, Ryan Winkler (D-Golden Valley), revelou na última terça-feira (4) os “princípios” que orientarão a legislação para a legalização do uso de cannabis por adultos.

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Baseia-se nas descobertas e no feedback de 15 eventos do “Be Heard on Cannabis” realizados por Winkler e outros legisladores de todo o estado nos últimos meses.

Os princípios revelados por Winkler analisam como o mercado de cannabis seria regulamentado, como seria tratado nos níveis criminal e jurídico, quais oportunidades haveriam economicamente e quais seriam os requisitos do lado da saúde e da educação.

Entre os princípios estabelecidos pelo deputado Winkler, está o estabelecimento do mercado de cannabis de uma maneira que “crie oportunidades para um crescimento econômico inclusivo, com ênfase em comunidades que foram desproporcionalmente impactadas pelas leis de cannabis”, como a população afro-americana.

Relacionado com isso, eles abordam os danos passados ​​criados pelas atuais leis estaduais de cannabis, que vêm depois que outros estados que legalizaram a droga incluíram disposições que permitiam que os crimes anteriores por maconha fossem eliminados dos registros criminais dos indivíduos.

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O DFL também quer que o mercado de maconha absorva a expressão da produção local, na tentativa de impedir que a “’big marijuana’ domine o mercado”.

O plano também seria aumentar a educação pública em saúde e segurança sobre a droga e tomar medidas para impedir que jovens menores de idade acessem a droga.

A grande questão será se essa lei será aprovada.

O governador Tim Walz indicou que estaria disposto a assinar um projeto de legalização da maconha, mas, embora possa passar pela Câmara controlada pelo DFL, o Senado controlado pelo GOP (Grand Old Party) é outra questão.

O líder da maioria no Senado, Paul Gazelka, disse antes da sessão do ano passado que não considerava a legalização da maconha uma prioridade, antes de vinculá-la a “problemas de saúde mental, acidentes de trânsito e desenvolvimento cerebral prejudicado”.

Ele também disse ao MPR News em outubro que não esperava que o Senado aprovasse essa legislação em 2020.

Há uma possibilidade, no próximo ano, de o DFL virar o Senado e reter a Casa nas eleições de novembro, o que poderia, potencialmente, preparar o caminho para a legalização começar em 2022.

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia em vista superior diagonal que mostra vários vasos de plantas e mudas de maconha, dispostos em mesas de cultivo. Foto: Brett Levin | Flickr.

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