Legalizar maconha pode fazer com que pessoas façam mais sexo, diz estudo

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Segundo o estudo, um dos “efeitos colaterais” da legalização da maconha nos EUA é o aumento da atividade sexual e da fertilidade. As informações são do Yahoo

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Health Economics, os habitantes de estados onde a maconha medicinal é legalizada são mais propensos a fazer sexo.

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Os pesquisadores analisaram os dados dos estados que implementaram leis da maconha medicinal entre 2005 e 2014 e dos estados que não as implementaram. Depois, avaliaram como essas políticas podem ter influenciado a atividade sexual e a fertilidade de pessoas nas faixas de 20 e de 30 anos de idade.

Os pesquisadores concluíram que as leis da maconha medicinal estão associadas ao aumento da atividade sexual. No entanto, também existe um aspecto negativo considerável: a mesma pesquisa concluiu que o uso de cannabis pode reduzir a propensão ao uso de métodos contraceptivos — o que, por outro lado, pode contribuir para o aumento da taxa de natalidade.

Então, como a maconha medicinal influencia a vida sexual? Os autores da pesquisa mencionaram estudos anteriores que apontam que a maconha “amplia a percepção sensorial, tem efeito relaxante, reduz o estresse e diminui a ansiedade”, além de acrescentar que “a ampliação dos sentidos pode contribuir para o aumento da atividade sexual”.

Um dos autores da pesquisa, David Simon, doutor e professor assistente do departamento de economia da Universidade de Connecticut, conta ao Yahoo Vida e Estilo que, como a cannabis “trata a dor crônica, melhora a satisfação com a vida e reduz o abuso de opioides, o consumo de maconha poderia aumentar a libido e melhorar a vida sexual”.

Ele ainda afirma que, “com o processo de liberalização das leis de maconha, houve um aumento nos produtos baseados em cannabis desenvolvidos para melhorar o bem-estar sexual, incluindo itens que ajudam a reduzir a ansiedade e a dor associadas ao sexo“.

Simon também observa que o consumo de maconha, em doses altas ou baixas, está associado ao aumento do desejo sexual feminino. No entanto, para os homens, os efeitos são diferentes. Simon explica que “embora o consumo de cannabis em níveis mais baixos esteja associado ao aumento do desejo sexual masculino, doses mais altas podem provocar a diminuição da libido”.

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A maconha pode abrir caminho para experiências sexuais mais relaxantes, mas também traz consequências. Os pesquisadores descobriram que o uso de contraceptivos e as vendas de preservativos diminuíram nos estados onde a maconha medicinal é permitida, e os índices de natalidade aumentaram. De acordo com a pesquisa, o aumento médio foi de 2%, ou seja, 333 nascimentos a mais por trimestre.

“​A maconha pode prejudicar a capacidade de discernimento e limitar a comunicação entre os parceiros e, por isso, o uso dessa substância pode provocar a diminuição da contracepção, aumentando o risco de gravidez não planejada e DSTs”, explica Simon ao Yahoo Vida e Estilo.

No entanto, Simon também esclarece não é possível para ele ou seus colegas saber se as pessoas analisadas na pesquisa, que não usaram métodos contraceptivos, estavam tentando ter filhos, esqueceram-se ou simplesmente não se importavam com isso. “Por um lado, temos um aumento no número de bebês filhos de pais que não são casados. Além disso, encontramos evidências que sugerem o aumento temporário dos casos de gonorreia depois da aprovação de leis de maconha medicinal“, conta ele. “Isso confirma a nossa ideia de que o discernimento é prejudicado.”

“Acontece que também é possível que alguns desses nascimentos se devam à diminuição da dor crônica e ao aumento da satisfação com a vida”, completa.

Então, qual foi a conclusão da pesquisa?

Segundo Simon, um dos “efeitos colaterais” da legalização da maconha é o aumento do sexo e da fertilidade, que pode ser tanto positivo quanto negativo. “O efeito pode ser favorável, já que o índice de fertilidade nos Estados Unidos está abaixo do nível de reposição (ou seja, mais idosos do que jovens), mas também pode ser desfavorável, provocando o aumento das DSTs e do número de crianças que precisam de assistência social”, explica ele. “De qualquer forma, acreditamos que esses dados devem ser levados em conta pela sociedade e pelos políticos nos debates sobre a legalização”.

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