Legalização da maconha não fez aumentar o uso entre jovens no Uruguai, mostra estudo

baseado amarelo Legalização da maconha não fez aumentar o uso entre jovens no Uruguai, mostra estudo

Os pesquisadores analisaram dados de pesquisas transversais de estudantes do ensino médio, de 2007 a 2018, e encontraram uma diminuição no uso de cannabis após a promulgação da nova política uruguaia

O Uruguai foi o primeiro país do mundo a legalizar a maconha para uso adulto e regulamentar toda a sua cadeia de produção.

A legislação aprovada em 2013 permite três formas de acesso à maconha com fins de uso adulto: o autocultivo, de até seis plantas por pessoa; o cultivo em clubes de usuários; e a compra em farmácias, que iniciou em julho 2017.

O controle estatal sobre a produção de cannabis no país hermano só trouxe benefícios para a população, como a redução do poder financeiro do crime organizado e dos danos aos consumidores, que passaram a ter acesso a um produto de qualidade controlada.

Agora, um novo estudo publicado na revista Addiction mostra que o alarde feito por fanáticos antidrogas de que a legalização da maconha faria aumentar o uso entre jovens não se concretizou.

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Uma equipe de pesquisadores estadunidenses e uruguaios analisou os dados de pesquisas transversais repetidas de estudantes do ensino médio no Uruguai e no Chile, de 2007 a 2018, e encontrou uma diminuição no uso de cannabis no ano anterior e no último mês após a promulgação ou implementação da nova política.

“A legalização da cannabis recreativa no Uruguai não foi associada a aumentos gerais no uso de cannabis no último ano/mês ou a mudanças plurianuais em qualquer uso arriscado e frequente de cannabis entre os jovens”, escreveram os autores no artigo.

Os resultados da pesquisa são condizentes com as descobertas de outro estudo divulgado em 2020 pela Junta Nacional de Drogas do Uruguai.

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A VIII Enquete Nacional sobre Consumo de Drogas em Estudantes do Ensino Médio revelou que o consumo de maconha entre os estudantes uruguaios não aumentou entre os anos de 2016 e 2018.

Outra pesquisa publicada no mesmo ano mostrou que, na população em geral, de 15 a 64 anos, a prevalência de consumo de cannabis no último ano e no último mês depois de implementada a lei no Uruguai teve um aumento de 4,7% e 2,7%, respectivamente. Ou seja, mudanças que podem ser consideradas estatisticamente iguais a zero — não foi diferente do que se poderia esperar por razões de variação aleatória, não houve aumento no uso que possa ser atribuído à lei.

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#PraTodosVerem: foto mostra um baseado cônico com piteira em pé sobre uma superfície amarela lisa, que delimita o fundo da imagem, de cor azul-claro, em uma linha reta horizontal. Fotografia: Nick Harsell | Unsplash.

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