Idosos que usam maconha para tratar a dor não têm função cognitiva afetada, diz estudo

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Uma série de testes computadorizados avaliaram o funcionamento das reações psicomotoras, concentração, memória e capacidade de aprendizagem. As informações são do Jewish Press

O uso de cannabis medicinal prejudica o desempenho cognitivo dos idosos?

Um novo estudo realizado na Escola de Saúde Pública da Universidade de Haifa descobriu que a função cognitiva de pacientes idosos que recebem maconha medicinal para o tratamento de dor crônica não é diferente daquela de pacientes que não consomem a planta.

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Um número crescente de idosos tem usado cannabis nos últimos anos para tratar a dor. Nosso estudo é um primeiro passo para uma avaliação mais precisa do equilíbrio risco-benefício em relação ao uso de cannabis entre essa população”, explicam o Dr. Sharon Sznitman e o Dr. Galit Weinstein, dois dos autores do estudo.

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A dor crônica afeta entre 19% e 37% da população idosa em todo o mundo. Cada vez mais pacientes e profissionais médicos procuram aliviar os sintomas de dor crônica por meio do uso de cannabis medicinal. De acordo com os pesquisadores, a maioria dos estudos realizados até agora examinou o impacto do uso de cannabis na função cognitiva entre os jovens.

“A partir de estudos anteriores, sabemos que a cannabis medicinal pode ter efeitos de longo prazo no cérebro quando é consumida em uma idade jovem. No entanto, o mesmo efeito pode não ser necessariamente encontrado quando o uso se dá em uma idade mais avançada”, explicam os autores do estudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No novo estudo, publicado na revista Drug and Alcohol Review (Cannabis medicinal e desempenho cognitivo em idosos tratados para dor crônica), os pesquisadores Dr. Sharon Sznitman e Dr. Galit Weinstein, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Haifa, juntamente com o Dr. Simon Vulfsons, do Rambam Medical Center, e o Prof. David Meiri, do Technion, procuraram examinar o efeito do tratamento com cannabis entre idosos que sofrem de dores crônicas. A pesquisa incluiu um total de 125 pacientes com dor crônica com mais de 50 anos, 63 dos quais possuíam licença para usar cannabis medicinal, enquanto 62 não. A idade média dos participantes era de 62 anos. A função cognitiva foi examinada por meio de uma série de testes computadorizados que avaliaram o funcionamento das reações psicomotoras, concentração, memória e capacidade de aprendizagem.

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Os participantes do estudo foram convidados a evitar o uso de cannabis por três horas antes do teste, de modo que suas habilidades cognitivas foram examinadas quando não estavam sob a influência imediata dos canabinoides.

Os resultados do estudo não encontraram nenhuma diferença significativa entre as funções cognitivas — incluindo concentração, memória e habilidades de aprendizagem — de pessoas mais velhas que sofrem de dor crônica e usam maconha medicinal e aquelas que sofrem de condições semelhantes de dor crônica, mas que não usam cannabis.

“Embora os pacientes tratados com cannabis a tenham usado de forma consistente por pelo menos um ano, não descobrimos que seu funcionamento cerebral fosse pior do que o de indivíduos de idades e doenças de fundo semelhantes”, enfatizam os pesquisadores.

“Os resultados do nosso estudo podem aliviar a preocupação entre os médicos no campo da dor crônica e entre os pacientes mais velhos que sofrem dessa dor, em relação ao possível efeito da cannabis no funcionamento cognitivo. No entanto, mais estudos são necessários para comprovar os achados deste estudo, devendo incluir imagens do cérebro e meios adicionais para a avaliação da função cognitiva”, concluíram os pesquisadores.

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