Gana aprova cultivo e comércio de cânhamo medicinal e industrial

Foto Luiz Michelini Gana aprova cultivo e comércio de cânhamo medicinal e industrial

A lei aprovada no país africano estipula o limite no nível de THC permitido nas plantas de até 0,3%. As informações são do Motley Fool, traduzidas pela Smoke Buddies

Na sexta-feira (20), o parlamento de Gana aprovou o Projeto de Lei da Comissão de Controle de Narcóticos que permitirá o uso e cultivo de maconha para usos médicos e industriais — mas apenas a variedade conhecida como cânhamo, ou seja, com até 0,3% de THC.

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Esse é o mesmo nível que foi legalizado para cultivo nos EUA pela Farm Bill de 2018. O canabidiol (CBD), conhecido pelos benefícios à saúde, pode ser extraído do cânhamo. O uso adulto de cannabis permanece ilegal no Gana. Nana Kwaku Agyemang, presidente da Associação de Cânhamo do Gana, diz que legalizar o cânhamo não é sobre “chapar” as pessoas.

“Não estamos promovendo o fumo, estamos promovendo a indústria, estamos promovendo a limpeza do meio ambiente, estamos promovendo a criação de um novo fluxo de receita para o governo em termos de tributação do cultivo e exportação e estamos falando em promover medicamentos muito melhores que os opioides, medicamentos que não podem matá-lo, porque ninguém morreu de consumir cannabis.”

Gana é mais um país africano a afrouxar as leis que cercam a maconha medicinal. No início deste mês, o Malaui também legalizou a maconha para este fim. Outros países que fizeram movimentos semelhantes incluem Zimbábue, Zâmbia, África do Sul e Lesoto.

Legalização avança na África

O Departamento de Desenvolvimento Rural e Reforma Agrária de Eastern Cape, na África do Sul, aprovou a criação de uma faculdade de cannabis para treinar potenciais trabalhadores da indústria no cultivo e distribuição, de acordo com um relatório da BusinessTech.

Nos últimos três anos, houve grandes reformas nas políticas de cannabis da África do Sul, incluindo a legalização nacional de cannabis medicinal em 2017 e uma decisão do Tribunal Constitucional em 2018 de que a proibição de cannabis era inconstitucional. Na decisão, o vice-presidente da Justiça, Raymond Zondo, disse que o uso pessoal de maconha “não constitui dano indevido” e viola os direitos de privacidade dos cidadãos.

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#PraCegoVer: fotografia (de capa) em plano fechado que mostra um cultivo de planta de cannabis, com pistilos de cor clara concentrados onde será desenvolvida a flor. Foto: Luiz Michelini.

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