Fumar maconha é normal para 90% dos italianos

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Enquanto no Brasil o tema do uso e legalização das drogas ainda é um tabu, na Itália o consumo de maconha torna-se cada vez mais normal e aceito pela opinião pública.

Um estudo realizado em Roma detectou que 90% dos adolescentes consideram “normal” consumir maconha e fumar baseados, mesmo que em casa, e que quase 50% veem que seus colegas usam antes das aulas e mais de 66% quando saem das escolas.

Isso demonstra o caráter de normalidade assumido pelo consumo de maconha, que não é vivenciado como comportamento desviante como era visto no passado junto à heroína, segundo pesquisa feita com 2.671 jovens de escolas superiores, escolas secundárias e institutos profissionais romanos.

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O estudo, intitulado “Eu sou assim. Cannabis: realidade e percepção dos riscos relacionados ao uso de cannabis em estudantes dos Institutos Superiores”, apresentou seus resultados recentemente em um congresso em Roma, segundo noticiou a Agência Italiana de Notícias.

Toda a experiência não se baseou apenas nas questões diretas sobre consumo e experiências pessoais, mas também sobre as de amigos e colegas. Levado adiante detectou que 90% dos entrevistados disseram conhecer ou frequentar meios sociais que amigos usam maconha, regularmente ou esporadicamente. Em particular, adolescentes de 14 institutos no centro histórico e nos arredores da capital italiana foram entrevistados para discernir se o território de referência teve impacto na percepção do risco de consumo.

O quadro mostra um risco mais intenso de uso regular entre os amigos dos estudantes dos institutos profissionalizantes em relação aos colégios, enquanto não foram evidenciadas diferenças substanciais entre as diferentes áreas geográficas da periferia em relação ao centro histórico de Roma.

Quase metade dos estudantes entrevistados, equivalentes a 47,2%, afirmaram que seus amigos e/ou conhecidos fumam seus baseados (maconha) em casa. O uso doméstico de cannabis parece amplamente difundido. Também no ambiente escolar, a “normalização” do consumo foi percebida. A maioria dos alunos alegou ter amigos ou conhecidos que usam maconha ou antes de ingressar na escola (51,4%) ou depois de sair da escola (66,6%). Neste caso, não houve diferenças substanciais entre os estudantes do centro e da periferia.

Um forte indicador de risco é a presença de amigos com problemas de saúde ligados ao consumo de cannabis.

O percentual de participantes que declararam ter pelo menos um amigo com problema de saúde varia de 32,8% nas escolas da periferia a 33,8% nas escolas do centro.

Nem para o perigo relacionado com problemas legais ou para relatos de uso de cannabis, não houve diferenças substanciais entre as duas áreas geográficas. A porcentagem de sujeitos que declararam ter pelo menos alguns amigos com problemas legais varia de 42% na periferia a 43,6% no centro.

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#PraCegoVer: fotografia (de capa) em close da chama na ponta de um baseado e ao fundo, desfocado, os dedos e parte do rosto da pessoa que o fuma.

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Sobre Dave Coutinho

Carioca, Maconheiro, Ativista na Luta pela Legalização da Maconha e outras causas. CEO "faz-tudo" e Co-fundador da Smoke Buddies, um projeto que começou em 2011 e para o qual, desde então, tenho me dedicado exclusivamente.
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