Farmácias portuguesas iniciam venda de maconha para fins medicinais

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A planta será prescrita para o tratamento de sintomas específicos, como dor crônica, e deve ser consumida em vaporizadores certificados. As informações são da RTP

As farmácias portuguesas passam, a partir de hoje, a vender maconha para fins medicinais, depois de terem recebido luz verde por parte da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

A embalagem contém 15 gramas de cannabis in natura, custa 150 euros (R$ 1.010) e pode ser comprada somente com receita médica. Os buds comercializados nas farmácias portuguesas serão prescritos para o tratamento de sintomas específicos e devem ser consumidos em vaporizadores certificados.

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“Dor crônica, pacientes com dor refratária resistente a outros tipos de medicações, medicações ditas convencionais. No caso dos pacientes oncológicos, irão se beneficiar desse composto para mitigar alguns dos efeitos colaterais provocados pelos próprios tratamentos”, explica Artur Aguiar, médico radioncologista do Instituto Português de Oncologia (IPO).

A Infarmed não considera a maconha um medicamento, mas sim um produto de saúde preparado para inalar com vaporizador.

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A cannabis vendida nas farmácias portuguesas apresenta os canabinoides THC (tetraidrocanabinol) e CBD (canabidiol) em sua composição. O produto da empresa Tilray, produzido em Catanhede, possui um teor de 18% de THC e menos de 1% de CBD.

“Queiramos nós que, no decorrer deste ano, possamos ter mais alternativas, uma vez que o Infarmed as aprove”, diz José Tempero, diretor médico da Tilray, sobre a expectativa da empresa em disponibilizar mais opções de concentração canabinoide.

Em Portugal, há dez empresas licenciadas para cultivar cannabis e que pretendem ver outros produtos aprovados pela Infarmed. Em um horizonte próximo está o combate aos sintomas da epilepsia.

“Fundamentalmente, vamos ter entre THC e combinação de THC e CBD, isto em uma primeira fase, e, seguramente, lá mais para frente, eventualmente, formulações com CBD exclusivamente”, conclui Tempero.

Sobre a possibilidade de haver médicos que se recusem a aceitar cannabis, a presidente do Observatório Português de Cannabis Medicinal, Carla Dias, explica que os médicos não precisam se preocupar com a planta.

Ela foi aprovada pela entidade reguladora do medicamento em Portugal, surgiu após um processo muito rigoroso, que é tão parecido com o do medicamento, portanto, há que ter confiança em nossa entidade reguladora, e depois munir-se de toda informação que é necessária, para poderem ajudar o paciente”, explana Dias.

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#PraCegoVer: fotografia, em plano fechado, de um top bud de cannabis repleto de pistilos cor creme, em cultivo. Foto: Teanna Morgan | Unsplash.

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