Família de Juiz de Fora revela luta para ter acesso a medicamento à base de canabidiol

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Em Juiz de Fora, a família de uma garota de dois anos, portadora de epilepsia refratária, revelou ao G1 o drama vivido por muitos pacientes brasileiros para se ter acesso ao canabidiol.

A família da Annie conseguiu, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a autorização para começar o tratamento dela com medicamento à base de canabidiol em Juiz de Fora. As dificuldades, no entanto, continuam, pois o medicamento precisa ser importado e custa quase R$ 1 mil por mês.

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Segundo levantamento da Anvisa, a demanda de pacientes brasileiros para usar o canabidiol aumentou 87,5% nos últimos três anos e, no Brasil, já existem mais de 5.400 processos autorizados de importação. Em Minas Gerais, 43 pessoas têm ação contra o Estado para receber o medicamento.

A Annie tem dois anos de idade, nasceu com hidrocefalia e foi diagnosticada com paralisia cerebral, o que afetou o desenvolvimento motor e cognitivo. Ela chegou a ter até 70 convulsões por dia. Após vários tratamentos, a mãe dela, Thaís, optou por fazer o uso do canabidiol, substância química encontrada na Cannabis sativa, a maconha.

“Depois de peregrinar por mais de dez medicações e nada adiantar, a neurologista sugeriu a alternativa do canabidiol. Ela disse que não prescrevia e eu comecei a pesquisar”, revelou.

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#PraCegoVer: fotografia em meio primeiro plano e em perfil de Thaís sentada na cama, onde cuida da pequena Annie, deitada.

Ela relatou que conseguiu a indicação médica e a autorização da Anvisa, que é necessária para importação do medicamento, tendo em vista que ele não é produzido no Brasil. O processo demorou cerca de 20 dias e depois veio a batalha financeira: a caixa de canabidiol custa U$ 249, o equivalente a R$ 947, e dura apenas um mês.

“O valor é inacessível para a maioria da população e para mim também seria, mas tenho um trabalho grande fazendo ‘vaquinha’, contando com a ajuda de familiares e amigos. Cada um ajudando um pouquinho conseguimos comprar o suficiente para um ano de uso da Annie”, desabafou.

Quando as famílias conseguem autorização da Anvisa, mas não têm dinheiro para comprar o medicamento, é necessário que elas recorram à Justiça e entrem com um pedido na Secretaria de Estado de Saúde. O processo não é tão simples e, muitas vezes, demora muito tempo para ser concluído e o paciente receber o canabidiol.

Para quem quiser ajudar a Annie na Vakinha basta acessar o link: http://vaka.me/1wm5bv

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#PraCegoVer: fotografia (capa) em close de uma seringa de canabidiol com o texto “21% CBD-RSHO Blue” em azul sobre fundo branco em seu rótulo, sendo segurada por uma mão que também segura um êmbolo entre os dedos e outra mão que segura sua base. Créditos da foto: Anvisa.

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