Exposição sobre história dos judeus e da maconha é exibida em Nova York

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A exposição aborda a relação milenar entre o povo escolhido e a cannabis

A maioria das pessoas provavelmente não sabe que a relação entre judeus e maconha é longa e intrincada.

Mencionada na Bíblia, no Talmude e em vários textos tradicionais judaicos, a cannabis tem sido usada pelos judeus em rituais religiosos e para fins medicinais por milênios.

Uma exposição em Nova York busca explorar essa história.

Am Yisrael High: The Story of Jews and Cannabis” estará em exibição no YIVO Institute for Jewish Research, dentro do Centro de História Judaica, de 5 de maio até o final do ano.

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O nome “Am Yisrael High” é uma brincadeira com o slogan “Am Yisrael Chai”, que significa “o povo de Israel vive”.

“A exposição leva o assunto a sério e muita pesquisa foi feita, mas por ser cannabis havia a possibilidade de se divertir um pouco com ela”, disse Eddy Portnoy, especialista em cultura popular judaica e curador de exposições no YIVO, ao NY Post.

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Steve Marcus. Divulgação.

A exposição aborda as contribuições que os judeus fizeram no campo da maconha e apresenta uma variedade de documentos medievais e artefatos contemporâneos que evidenciam a ligação entre judeus e cannabis.

Entre os objetos antigos em exibição, está uma espécie de ordem de compra de maconha datada de 1200 e encontrada em uma sinagoga do Cairo em 1800, onde o autor da carta pede têxteis e haxixe em troca de prata.

Muitos judeus também estiveram profundamente envolvidos no movimento da contracultura, bem como no movimento da cannabis medicinal, lutando pela legalização. Aspectos comerciais da indústria moderna de maconha, da horticultura à distribuição e parafernália, também envolveram vários empresários judeus.

“A história dos judeus e da cannabis começa nos tempos antigos e se conecta à religião, ciência, medicina e direito. É uma história que continua a evoluir”, disse Portnoy em um comunicado.

O evento também trata sobre os judeus que recentemente estiveram na vanguarda da pesquisa científica e das aplicações médicas da maconha, como o cientista israelense Raphael Mechoulam, considerado o pai da pesquisa sobre cannabis, que foi o primeiro cientista a isolar o THC (tetraidrocanabinol) e o CBD (canabidiol).

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“Obviamente, a atividade em torno da cannabis envolve todos os tipos de pessoas, não apenas membros da tribo. Mas muitos judeus desempenharam papéis significativos em vários campos e sua conexão justifica a investigação”, diz uma nota oficial do YIVO.

A abertura da exposição contará com um painel de discussão, onde os palestrantes Eddy Portnoy, Ed Rosenthal, Adriana Kertzer, Dr. Yosef Glassman e Madison Margolin explanarão a relação entre judeus e maconha.

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#PraTodosVerem: imagem é composta por duas artes, uma mostra foto de Allen Ginsberg com filtro roxo sob as palavras “Am Yisrael High” em branco e fonte tipo grafite, e a outra é um desenho representando o Segundo Templo (Beit Hamikdash) com fumaça saindo de seu interior e formando o número 420. Crédito: Divulgação.

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