Empresa na Colômbia recebe luz verde para exportar cannabis à Europa

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A empresa Pideka recebeu certificações de Boas Práticas Agrícolas e Boas Práticas de Manufatura para a fabricação de produtos de uso medicinal, derivados da cannabis. Com informações do Portafolio e tradução pela Smoke Buddies

Pela primeira vez, uma empresa na Colômbia dedicada à produção de cannabis para uso farmacêutico recebeu duas certificações que lhe conferem o “passaporte” para alcançar o exigente mercado europeu.

Estas são as certificações “Boas Práticas Agrícolas, BPA, e Boas Práticas de Fabricação para a produção e transformação de produtos farmacêuticos derivados de cannabis medicinal, BPM”, entregues pela empresa Sociéte Générale de Surveillance, SGS, da Suíça.

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“As certificações das Boas Práticas Agrícolas e Boas Práticas de Fabricação que recebemos abrem as portas para nós no mercado internacional, nos posicionam na indústria farmacêutica global de cannabis com um selo de excelência em todos os processos, de sementes a flores e da flor para o extrato ou produto final, em conformidade com os regulamentos farmacêuticos internacionais”, disse Borja Sanz de Madrid, presidente das fazendas Pideka – Ikänik.

Com essas boas práticas de cultivo indoor, ou seja, em ambientes fechados e com a mais alta tecnologia, é garantida a obtenção de extratos de cannabis, fabricados na Colômbia, que demandam laboratórios em todo o mundo dedicados à produção de medicamentos com altos padrões de qualidade.

“Essa certificação não é apenas a concessão de um selo, a conotação é mais ampla; é a conquista significativa da abertura de novos mercados, especialmente mercados internacionais, significa que há uma equipe de pessoas amplamente comprometidas em realizar um processo com os maiores controles e conformidade com os padrões internacionais”, afirmou Gloria Suárez, representante da certificadora Société Générale de Surveillance, SGS, da Suíça, em operação desde 1878 e com sede na Colômbia desde 1976.

Oficiais da Presidência da República e do Fundo de Narcóticos, da Polícia Nacional participaram da apresentação das certificações à empresa colombiana-canadense, além de empresários, que puderam apreciar o quanto a inovação, a tecnologia e o conhecimento científico estão relacionados. O produto que vinha sendo considerado considerado sinônimo de crime hoje é sinônimo de saúde e progresso.

“No setor de cannabis medicinal, há muito o que fazer, estamos todos aprendendo, mas sabemos que ter BPA e BPM nos permitirá garantir que o extrato de cannabis atenda às necessidades daqueles que o solicitam; o referido extrato pode ser exportado a US$30 mil por litro para a Europa”, afirmou Sanz de Madrid.

No caso das fazendas Pideka – Ikänik, a cannabis é cultivada em áreas fechadas, onde a cultura tem controle absoluto de luz, temperatura, umidade, entre outras, a cada hora do dia. Controlando tudo o que a planta precisa por 90 dias.

Com isso, atinge uma cultura 100% medicinal. A planta e seus extratos que são cultivados e produzidos, perto de Bogotá, é o que a indústria farmacêutica global está exigindo.

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#PraCegoVer: fotografia (em destaque) que mostra os braços e mãos de uma pessoa, com luvas azul-claro, que poda uma das plantas de um cultivo de maconha em período vegetativo. Foto: Naotomo Umewaka | HERB.

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