Conferência em Israel mostra que, apesar das cifras, cannabis medicinal gera incertezas

mechoulam cannX Conferência em Israel mostra que, apesar das cifras, cannabis medicinal gera incertezas

Apesar do mercado em ascensão, congresso sobre Cannabis medicinal revela que ainda existe entre os médicos e cientistas incertezas clínicas. Edição da CannX será realizada no Brasil em maio de 2020. As informações são da Época Negócios

Estima-se que o mercado global de Cannabis medicinal alcançará a marca de US$ 56,7 bilhões em 2026. Esse dado, apresentado na abertura da Conferência Internacional de Cannabis Medicinal, a CannX 2019 Tel Aviv, dá sentido ao frission mundial causado por essa indústria ainda incipiente.

Esse setor tem atraído a atenção e o dinheiro de investidores em todo mundo, e fechou 2018 com um volume de negócios de US$ 7,26 bilhões. No evento, no entanto, ficou claro que, apesar das cifras, ainda existe entre os médicos e cientistas uma série de incertezas clínicas.

Raphael Mechoulam, o primeiro cientista a isolar e estudar os componentes da Cannabis na década de 1960 (ele foi o criador do termo “canabinoides”), deu o tom das palestras que se seguiram. “Já sabemos que a planta tem efeito sobre quase todas as doenças que afetam os seres humanos. Ótimo. Mas onde estão os novos testes clínicos?”, perguntou o “poderoso chefão” do universo canábico, ativo e influente aos 88 anos.

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#PraCegoVer: Fotografia mostra espaço de palestra da Conferência Internacional sobre Cannabis Medicinal realizada em Tel Aviv, Israel.

Nos fóruns realizados ao longo do dia, assistidos por cerca de mil empresários, médicos e cientistas de 30 países, discutiram-se as incertezas que ainda permeiam a administração de Cannabis medicinal aos pacientes. Elas são em grande parte motivadas pelo fato de cada paciente apresentar uma reação própria a diferentes dosagens e espécies de Cannabis – que é, afinal de contas, uma planta, e não um elemento químico estável. “Hoje ela está sendo ministrada de forma personalizada para cada paciente”, comentou Mechoulam.

Apesar disso, países de todo o mundo estão rapidamente se rendendo à planta por meio da aprovação de novas leis e regulamentações. O número de pacientes cresce exponencialmente, e já é possível realizar pesquisas que indicam seu perfil.

Segundo dados apresentados na CannX referentes a uma pesquisa realizada esse ano com 11 mil pacientes no Canadá – o primeiro do G7 a legalizar completamente a Cannabis – traçou o perfil dos principais consumidores da Cannabis medicinal: são mulheres, com idade média de 51 anos, formação superior e casadas.

Em sua maioria, recorrem à Cannabis para tratamento de dores crônicas, preferindo tomá-la por via oral, na forma de pastilhas ou gotas. Só 18% do público apontou preferir métodos por inalação (inalador ou cigarro).

A conferência será levada ao Brasil em maio de 2020.

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#PraCegoVer: Fotografia mostra Raphael Mechoulam, primeiro cientista a isolar e estudar os componentes da Cannabis na década de 1960, em palestra durante a Conferência Internacional de Cannabis Medicinal, a CannX 2019, em Tel Aviv, Israel. Foto: Divulgação | CannX.

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