Cannabis legal gera mais de 243 mil empregos nos EUA, aponta relatório

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Nos últimos 12 meses, a indústria em expansão criou 33.700 novos empregos em todo os EUA, tornando a maconha legal na indústria que mais cresce na América, segundo relatório anual da Leafly. Confira, a seguir, na tradução pela Smoke Buddies

Quantos empregos a indústria da cannabis legal gera? O relatório anual de empregos canábicos da Leafly encontrou 243.700 empregos em tempo integral no mercado legal da planta, em janeiro de 2020.

Isso representa um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Nos últimos 12 meses, a indústria em expansão criou 33.700 novos empregos em todo os EUA, tornando a maconha legalizada na indústria que mais cresce na América.

A contagem de empregos deste ano mostra que Ilinóis, Massachusetts e Oklahoma lideram na expansão do mercado de trabalho. Após um ano da legalização da maconha para uso adulto, Massachusetts adicionou 10.226 postos de trabalho. Enquanto isso, a robusta indústria da maconha para fins terapêuticos em Oklahoma adicionou mais de 7.300 empregos no último ano.

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A Flórida também teve um crescimento incrível em 2019. Com mais de 30.000 pacientes da maconha medicinal registrados, a Flórida agora tem o maior número de pacientes e médicos de qualquer Estado norte-americano. Esse crescimento na base de pacientes, juntamente com o início das vendas das flores para fumar, elevou o estado a um aumento de 93% nas vendas totais.

O relatório completo da Leafly inclui uma análise, estado por estado, do uso adulto e medicinal por Estado. Faça o download aqui.

Crescimento de dois dígitos a cada ano

A indústria da cannabis sofre suas primeiras dores de crescimento em 2019. A exuberância irracional de 2018 deu lugar à realidade de um mercado canadense de crescimento lento, encolhendo o capital de investimento, uma crise nacional de saúde com os vaporizadores, nos EUA, e demissões em algumas principais marcas do setor.

Esses contratempos foram mais do que compensados pelo tremendo crescimento em novos mercados como Massachusetts, Oklahoma e Flórida. O crescimento de empregos do ano passado se compara ao dos anos anteriores, veja o gráfico abaixo:

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#PraCegoVer: gráfico de área em tons de verde que mostra o crescimento do mercado de trabalho canábico nos EUA de 2016 a 2020, com dados do relatório da Leafly.

Califórnia e Michigan

O aumento gerado, no ano passado, poderia ser ainda maior se não fosse pela perda de empregos técnicos na Califórnia e Michigan, dois dos maiores mercados da cannabis no país.

A estimativa, da Leafly, de empregos legais nos dois estados caiu devido às mudanças nas leis e regulamentos, como a alteração na lei na Califórnia que levou cerca de 8.000 empregos do status legal para ilegal.

Da mesma forma, o novo esquema regulatório de Michigan colocou centenas de dispensários, anteriormente legais, como ilegais. O esperado é que esses postos de trabalho retornem nos próximos 24 meses, pois os dois estados emitem mais licenças e trazem esses trabalhos de volta ao status legal.

Califórnia e Colorado, principais empregadores

Apesar das perdas de empregos, a Califórnia continua sendo o maior empregador legal da maconha nos Estados Unidos. Mas o Colorado pode ser o maior mercado de trabalho na área da cannabis per capita no país, com um emprego para cada 165 residentes. A Califórnia, por outro lado, oferece um emprego para cada 980 residentes.

O Colorado também continua a superar o estado de Washington. Ambos os estados legalizaram a maconha para todos os adultos em 2012, mas a indústria do Colorado possui quase 10.000 empregos a mais do que Washington, embora o estado possua mais de dois milhões a mais de residentes.

Tanto Colorado quanto Washington registraram um forte crescimento de 8%, seis anos após a abertura de suas lojas, indicativo de que os dispensários legais ainda estão afastando os clientes e vendedores ilícitos e atraindo constantemente mais consumidores adultos de acordo com dados demográficos não tradicionais.

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#PraCegoVer: infográfico que mostra os dez estados que mais empregam nos EUA, com a Califórnia no primeiro lugar e Illinois em décimo, com dados do relatório da Leafly.

Como é calculado os empregos ligados à cannabis

O portal Leafly começou a contagem anual de empregos há quatro anos, quando seus jornalistas descobriram que economistas federais e estaduais não estavam incluindo empregos legais de maconha nos relatórios de emprego. O motivo: a proibição federal.

Na época, o Sistema de Classificação da Indústria da América do Norte (NAICS) nem tinha um código para trabalhos com cannabis. Os códigos NAICS são como os economistas do trabalho controlam quantos empregos existem em um determinado setor.

Desde então, o NAICS criou códigos para a maconha. Mas eles são praticamente inúteis. As lojas de varejo estão concentradas em lojas de materiais de artes, casas de leilão e lojas de hidromassagem. Os produtores de cannabis têm o mesmo código de trabalho que os agricultores de feno e agave (planta matéria-prima da tequila).

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Com base no trabalho inovador de economistas focados em empresas de cannabis como a Whitney Economics e MPG Consulting, a equipe de dados da Leafly trabalha estado por estado, usando estatísticas geradas pela agência reguladora de cada estado, para formar uma estimativa bem fundamentada dos empregos vinculados à cannabis legal.

A contagem da Leafly não inclui empregos criados pela recente mudança de status legal do Canabidiol (CBD). Como o CBD não é regulamentado como a cannabis licenciada pelo estado, ainda não existem dados disponíveis para gerar uma contagem de empregos.

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia em vista inferior que mostra plantas de cannabis, no primeiro plano e fora de foco, e, ao fundo, uma pessoa vestindo chapéu e camiseta azul que mexe em uma rede estendida sobre as plantas. Foto: Leafly.

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