Uso terapêutico da maconha poderia beneficiar mais de 800 mil atletas

frasco folhas rosa Uso terapêutico da maconha poderia beneficiar mais de 800 mil atletas

Projeção considera que 827 mil atletas, entre profissionais, amadores e eventuais, seriam potenciais usuários de produtos à base de cannabis com fins terapêuticos no Brasil

O relatório de mercado Cannabis e Esportes, lançado nesta terça (7) pela empresa Kaya Mind, considera que um cenário de maior aceitação da maconha entre atletas, associações esportivas e profissionais de saúde do país poderia beneficiar 61 mil atletas profissionais, 427 mil amadores e 339 mil eventuais. A classificação de cada um desses perfis vai de acordo com o nível de comprometimento com o esporte, a frequência da prática e a formalidade das competições esportivas (internacionais e nacionais, oficiais e não oficiais). Com diferentes demandas, e regras, para cada perfil, o mercado para atletas poderia movimentar R$ 901,3 milhões no país, dos quais R$ 297,4 milhões seriam arrecadados de impostos.

Leia também: A nova relação entre cannabis e esportes

Com o crescimento de pesquisas científicas a respeito das propriedades terapêuticas da cannabis, diversos países mudaram suas regulamentações para incluí-la como possibilidade de tratamento para uma variedade de condições médicas. Isso também aconteceu no meio do esporte, no qual organizações de renome, como a Agência Mundial Antidoping (Wada), liberaram o uso de CBD, um dos fitocanabinoides da planta, para atletas de alto rendimento mesmo durante as competições. Ainda assim, a classe esportiva no Brasil, tanto profissional quanto amadora, não tem amplo acesso a esses produtos por conta de limitações causadas pelo conservadorismo do setor, pela pouca disseminação do uso medicinal da cannabis entre os profissionais de saúde e pela regulamentação em vigor no país.

As informações apresentadas no relatório foram baseadas em fontes oficiais e balizadas a partir de pesquisas e métricas internas da Kaya Mind. Foram selecionadas 24 modalidades esportivas importantes no Brasil e considerados 15 fatores socioculturais, econômicos, fisiológicos e característicos de cada uma delas para a análise que perpassa pela projeção de consumo médio por pessoa, período de tratamento e valor médio do miligrama do óleo à base de CBD no Brasil. O “Cannabis e Esportes” está disponível para download gratuito.

Leia também:

Torcidas de quais esportes consomem mais cannabis?

#PraTodosVerem: fotografia, em visão aérea, de um frasco de tampa amarela e rótulo preto deitado sobre uma superfície rosa-claro lisa e junto a duas folhas de maconha. Foto: Alesia Kozik | Pexels.

Deixe seu comentário
Assine a nossa newsletter e receba as melhores matérias diretamente no seu email!