Armazenamento incorreto de extratos de CBD pode afetar os níveis de THC

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Estudo publicado na Cannabis and Cannabinoid Research sugere que a maneira como os extratos de CBD são armazenados pode afetar o quanto de THC o produto final contém. As informações foram traduzidas pela Smoke Buddies do MJBizDaily

Já se sabia que, quando o CBD é armazenado em um ambiente ácido, alguns deles podem ciclizar para formar THC.

Se a quantidade de impurezas de THC nos extratos armazenados for significativa, isso pode ter implicações nas maneiras como os produtores comerciais embalam e armazenam produtos de CBD.

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Embora os extratos de canabidiol sejam tipicamente derivados do cânhamo, as empresas de biotecnologia estão se esforçando para desenvolver um processo para produzir CBD sintético que reduza os custos de produção.

A reação usada para fabricar CBD sintético também resulta em subprodutos adicionais, incluindo quantidades vestigiais de D9-THC e D8-THC. Essas impurezas precisam ser removidas por cromatografia se for necessária uma solução pura de CBD.

Os autores do estudo recente analisaram a estabilidade do canabidiol sintético e dos extratos derivados de plantas, usando cromatografia líquida e espectrometria de massa para analisar amostras armazenadas sob várias condições.

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Isso incluiu testes de estabilidade acelerados, durante os quais as soluções de CBD foram armazenadas em temperaturas e umidade relativa superiores às que ocorrem normalmente no armazenamento de soluções de CBD.

Eles descobriram que nem amostras de CBD recém-sintetizadas nem as extraídas de cânhamo continham impurezas de THC.

Mas quando as amostras foram armazenadas por três meses no escuro e à temperatura ambiente, elas apresentaram pequenas quantidades de D 9-THC e D8-THC.

Os autores supõem que a presença de dióxido de carbono e umidade levou à conversão de pequenas quantidades de CBD em THC.

Além disso, eles concluem que não deve haver conversão significativa em THC de produtos farmacêuticos de canabidiol se forem seguidas as condições adequadas de armazenamento.

Mesmo sob os testes de estabilidade acelerada, a concentração máxima de D9-THC e D8-THC combinados foi de 0,15% — abaixo do limite exigido pelas regulamentações nos EUA e no Canadá.

Os produtores de CBD podem precisar avaliar se instruções adequadas de armazenamento — refrigeração e data de validade, por exemplo — podem minimizar a presença de impurezas de THC em produtos comerciais.

Testes de estabilidade mostram se esse é o caso.

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#PraCegoVer: fotografia (de capa) que mostra um conta-gotas de tetina branca contendo óleo e as pontas dos dedos que o seguram na diagonal, e um fundo desfocado com vegetação. Imagem: Oliver King | Pexels.

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