A única chance de Anvisa aprovar o uso medicinal da maconha

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A partir de janeiro de 2020, Jair Bolsonaro poderá ter maioria na diretoria da Anvisa, e ele não indicará entusiastas do cultivo da cannabis ou da venda de remédios derivados dela. As informações são do Lauro Jardim

A 40 dias do término do seu mandato de presidente da Anvisa, William Dib tem uma certeza: antes de deixar a agência, vai botar em votação os processos sobre uso medicinal da maconha — um autoriza o cultivo industrial e outro, a venda de remédios derivados da cannabis.

A tramitação de ambos está parada desde outubro, quando dois diretores pediram vista. Caso não os devolvam em breve, Dib vai avocar para si os processos e pautá-los, goela abaixo de quem trabalha pelo adiamento da votação “ad aeternum”.

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Dib é declaradamente favorável tanto ao cultivo da cannabis quanto à venda de medicamentos produzidos a partir da planta da maconha. Intramuros, aposta-se que, além do presidente, os diretores Alessandra Bastos e Renato Porto votem pela aprovação dos dois processos.

A dupla que pediu vista — Fernando Garcia Neto e o almirante Antônio Barra Torres, ligadíssimo a Jair Bolsonaro — deve votar contra em ambos. O fiel da balança, então, será Renato Porto. A tendência é que ele se posicione a favor da comercialização dos remédios. Em relação ao cultivo, ninguém arrisca adiantar um palpite sobre o que Porto fará.

A propósito, Jair Bolsonaro já bateu o martelo: o almirante Barra Torres será o próximo presidente da Anvisa.

A única chance de a Anvisa aprovar o uso medicinal na maconha é votar os processos sobre o tema até o final deste ano, segundo também informou o blog do Lauro Jardim.

A partir de janeiro de 2020, Jair Bolsonaro poderá ter maioria na diretoria da agência, formada por cinco integrantes, e ele não indicará entusiastas do cultivo da cannabis ou da venda de remédios derivados dela.

Os mandatos do presidente, William Dib, declaradamente favorável à liberação, e do diretor Renato Porto, que tende a votar para permitir a comercialização dos medicamentos, vão terminar em dezembro.

Bolsonaro já tem um dos seus no colegiado: o diretor Antônio Barra Torres, que será o próximo presidente e, portanto, vai tocar a agência ao gosto do capitão.

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#PraCegoVer: fotografia (de capa) em planho fechado que mostra várias inflorescências apicais de plantas de maconha verdinhas com pistilos beges; o cultivo preenche toda a imagem, até o plano de fundo, desfocado. Foto: Capivara Weed | Smoke Buddies.

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