Wiz Khalifa transformou o autódromo de Interlagos em fumódromo durante show pré-Lollapalooza

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Dono de sua própria marca de maconha nos EUA, o icônico rapper Wiz Khalifa tocou em evento pré-Lollapalooza nesta quinta-feira (22), em São Paulo, onde jogou baseados infláveis ao público e como de costume fumou um de verdade durante o show. As informações são do G1.

O Khalifa tá de olho é no dinheiro deles. O rapper e empreendedor sagaz da maconha cantou suas odes à erva, divulgou e fumou seus produtos em show pré-Lollapalooza nesta quinta-feira (22) no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Mesmo embaixo de chuva fina e com o público ainda chegando, ele mostrou carisma e animou os fãs na frente do palco. O show teve só quarenta minutos: começou às 18h50 e terminou às 19h30.

A apresentação foi parte do “Onix Day”, evento promocional para donos de automóveis Chevrolet Onix e convidados. Foram distribuídos 50 mil ingressos. Liam Gallagher e LCD Soundsystem também tocam em seguida neste “aquecimento” da quinta.

Khalifa volta a Interlagos no domingo (25), para fazer seu show principal no Lolla. Ele toca às 21h, mesmo horário do Killers, headliner do dia.

“Vocês querem ficar chapados nesta noite?”, ele pergunta antes de “Bake sale”. O cantor joga infláveis gigantes em forma de baseado para os fãs. Depois, fuma de verdade, claro.

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Wiz Khalifa lança ‘baseado inflável’ para o público do pré-Lollapalooza 2018. Foto: Celso Tavares – G1.

Todo mundo riu, mas não é uma brincadeira inocente: o inflável tem estampada a marca de papéis de seda Raw, que usa o rapper como garoto-propaganda.

Khalifa está no Brasil desde o início da semana e, como de costume, postou vários vídeos fumando e mostrando a mesa do quarto cheia de maconha.

Os vídeos juntam diversão e divulgação: o rapper de 30 anos é dono de sua própria marca de maconha, a Khalifa Kush, vendida nos locais dos Estados Unidos onde o uso medicinal ou recreativo é liberado (ao contrário do Brasil).

O empresário da erva também já assinou outra marca de papéis para enrolar fumo, a Rolling Papers – nome do disco que o consagrou em 2011.

Plano de negócios afinado. Mas e o som?

Khalifa é um ótimo showman e não recorre à “trucagem” de karaokê em turnê: traz junto uma boa banda, em especial o baterista.

Mas é preciso dizer que, se o som dele fosse um baseado, seria um daqueles com misturas duvidosas. Khalifa faz um rap mais acessível, com doses de pop dançante e electro.

O show fica meio irregular. A baba “Something new” é seguida da pesada “Best life”. O hit “Black and yellow”, que deu moral a ele no rap dos EUA, vem antes do refrão infantojuvenil de “Young, wild and free”.

O megahit “See you again” também fica meio deslocado – mas não deixa de acender o público.

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Wiz Khalifa transformou o Autódromo de Interlagos em fumódromo no pré-Lollapalooza 2018. Foto: Celso Tavares – G1.

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