USP busca voluntários para testar eficácia da maconha contra o estresse pós-traumático

USP busca voluntarios para testar eficacia da maconha contra o estresse pos traumatico USP busca voluntários para testar eficácia da maconha contra o estresse pós traumático

Estudo do programa de saúde mental em Ribeirão Preto procura 40 voluntários com transtornos associados a situações de violência para testar o canabidiol contra o estresse pós-traumático. As informações são do G1.

Um estudo da USP de Ribeirão Preto (SP) procura 40 voluntários para testar o canabidiol – substância extraída da maconha – contra o estresse pós-traumático, distúrbio sofrido por quem viveu algum tipo de violência e não consegue se recuperar.

A pesquisa parte de evidências anteriores de que o componente se mostrou eficaz contra a ansiedade, afirma Lívia Bolsoni, doutorando responsável pelo trabalho dentro do programa de saúde mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).

“O canabidiol é um composto que merece ser estudado por conta dos resultados em relação às ansiedades ansiolíticas. Também há estudos feitos em animais que mostram a eficácia do canabidiol na atenuação das memórias agressivas”, afirma.

Sede do primeiro centro de estudos em canabidiol da América Latina, ainda não inaugurado, a USP também desenvolve pesquisas para o uso do extrato da Cannabis sativa no combate ao mal de Parkinson e contra a epilepsia infantil.

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Canabidiol e trauma

A pesquisa procura 40 voluntários entre 18 e 60 anos que tenham sido vítimas de violências físicas, incluindo de ordem sexual, ou de experiências relacionadas a assaltos, situações de guerra e sequestro, que tenham desenvolvido estresse pós-traumático.

Segundo Lívia, o distúrbio tem uma incidência de 7% da população mundial, de crianças a adultos, homens e mulheres.

“Quando a pessoa desenvolve esse transtorno passa a ter muita ansiedade em momentos que não está acontecendo o evento traumático.”

Os pacientes devem se cadastrar pelo e-mail trauma.cbd@gmail.com com informações básicas sobre seus traumas que ajudarão na análise preliminar. Antes de serem escolhidos, os voluntários ainda devem passar por uma entrevista para confirmação de que se enquadram ou não em um caso de estresse pós-traumático, segundo Lívia.

Os escolhidos serão submetidos a testes para avaliação de ansiedade, além de gravar um áudio de um minuto e meio relatando a experiência traumática vivida. Em outro encontro, o voluntário retorna, escuta o próprio relato e ingere uma cápsula de 300 ml, que pode ser de um placebo ou de canabidiol, livre do THC, que causa o efeito psicoativo da droga, para posterior avaliação dos efeitos.

Segundo a pesquisadora, tanto o voluntário quanto o pesquisador não sabem qual é a substância ingerida. “É o estudo duplo cego. Se tanto o paciente quanto o pesquisador sabem a substância, isso pode influenciar nos resultados”, explica.

Além do auxílio com alimentação e transporte, os voluntários terão assistência médica em caso de complicações psicológicas nos testes.

A expectativa é de que até o meio deste ano o estudo seja concluído. “O objetivo é analisar se o canabidiol dado após a rememoração de evento traumático pode diminuir os sintomas ansiosos produzidos por essa rememoração.”

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