Um dia da Pepsi outro da maconha

 Um dia da Pepsi outro da maconha

Uma das soluções mais viáveis para a crise econômica no Brasil é a regulamentação da maconha que traria um novo nicho de mercado com geração de empregos e mais arrecadação de impostos, e exemplos de experiências de sucesso como as que ocorrem nos EUA não faltam. Saiba mais sobre os benefícios desse mercado canábico no texto abaixo.

Basta uma rápida busca no google para notar que a indústria no Brasil anda mal. Segundo o IBGE, em 2015, 8.462 indústrias extrativas e de transformação fecharam as portas e mais de 640 mil pessoas perderam seus empregos. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em junho.

Além disso, nos últimos anos empresas de diversos setores tiveram que fechar suas fábricas. Marcas como a Heineken, que fechou uma fábrica em Feira de Santana, na Bahia, e a gigante do tabaco Souza Cruz que também encerrou as atividades de uma unidade na cidade de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, são alguns exemplos entre vários. Os motivos variam da alta dos impostos até a situação econômica brasileira, e essa onda pode demorar a passar, onde centenas de milhares de pessoas seguem desempregadas.

Então, diante destes e outros fatores que demonstram a necessidade do país sair de uma crise, vale ressaltar a importância da regulamentação da maconha para a economia de um estado, país e de toda a população que se beneficia em diversos aspectos.

É concreto afirmar que a regulação da maconha beneficiaria o país economicamente e para os conservadores mais certo ainda é mostrar experiências bem sucedidas, como as que já ocorrem nos EUA.

Mesmo com Trump na direção do gigante, os Estados seguem legalizando e colhendo os inúmeros benefícios do mercado da maconha. E um dos setores alavancados pela legalização da maconha é o do mercado imobiliário.

Em mais de duas dezenas de Estados que legalizaram a maconha, fábricas, armazéns e instalações de armazenamento estão sendo readaptados para o cultivo e o processamento de plantas e derivados de maconha.

Antigamente Pepsi, agora Maconha!

Parece papo de defensor da causa, mas não é. No Condado de Pueblo, no Colorado, uma antiga fábrica da Pepsi que esteve fechada por mais de uma década foi comprada pela Doyen Elements, uma holding que aluga propriedades imobiliárias para empresas legais do mercado canábico. Segundo a Business Insider, após a conclusão da instalação, em 2019, a fábrica poderá potencialmente produzir 70 mil libras de flores de maconha por ano, o equivalente a quase 32 toneladas.

O espaço, que em breve será capaz de produzir mais de R$ 60 milhões ao ano em erva, já foi um dos principais centros de fabricação e engarrafamento da Pepsi, mas como a maioria das indústrias no Condado de Pueblo, esteve inoperante por mais de uma década.

O CEO da Doyen Elements, Geoff Thompson, disse que a mesma tecnologia que forneceu o sistema de filtração de ar que sugava o dióxido de carbono do ar, na fábrica da Pepsi, pode ser usado para injetar o gás nas salas de cultivo e alimentar as plantas de cannabis, melhorando o rendimento em até 30 por cento. Quem sabia dessa?

 Um dia da Pepsi outro da maconha

De acordo com o Business Insider, a Doyen Elements também planeja juntar forças com uma empresa de robótica, inserindo robôs na cadeia de produção.

A aquisição da fábrica de refrigerantes é apenas a última tacada da indústria canábica do Colorado na revitalização do Condado de Pueblo. Desde o primeiro dispensário em 2014, o município coloradense recebeu mais de 100 lojas, operações de cultivo e instalações de produção, levando à comunidade em dificuldade mais de 1.300 novos empregos nos últimos anos. Em 2015, mais de 30% dos novos projetos de construção do condado estavam de alguma forma conectados à indústria da maconha e até criaram um fundo de educação de 475 mil dólares que eles chamam de “primeira bolsa de estudos financiada pela cannabis no país”.

O Condado de Pueblo ainda tenta se recuperar da crise do aço de 1982 e nessa luta a indústria legal da maconha está sendo a solução.

Que o exemplo acima amplie a visão de todos para os o benefícios da regulamentação da maconha no Brasil. Que indústrias, citadas acima, recentemente fechadas sejam reabertas, com produção, gerando economia e empregos. A regulamentação da maconha é boa para quem consome e melhor ainda para toda sociedade. Pense nisso!

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