Turismo e maconha: veja 5 dicas para curtir sua onda no Uruguai

 Turismo e maconha: veja 5 dicas para curtir sua onda no Uruguai

Apesar de ser legalizado, o nosso vizinho uruguaio possui suas regras que são bem diferentes para cidadãos e turistas. Está planejando sua viagem para lá? Então confira 5 dicas do Smoke Buddies para você ter a melhor onda no país sem sequelas.

Por mais que o governo não queira o rótulo de Amsterdã da América Latina, buscando medidas através da regulamentação para evitar a fama de destino canábico, cada vez mais o país entra na ‘Rota 420’ de vários canabistas.  E para ninguém chegar despreparado, neste artigo você irá conferir 5 fatos sobre a cannabis no país visando a conscientização e facilitando ainda mais a vida do turista brasileiro em terras ‘uruguayas’, na busca da sonhada liberdade canábica.

O Uruguai, que já era bem receptivo aos brasileiros, passou a receber mais e mais turistas desde que aprovou a Lei nº 19.172, que regulamenta a maconha, para verem de perto como e a que passos anda a legalização. Mas já podemos adiantar que o céu não desabou, como contamos no artigo anterior.

Apesar de toda a fama de um país belo e “friendly” – considerável amigável a inúmeras liberdades individuais – não vá achando que você estará desembarcando em uma Amsterdã da América do Sul, com venda de maconha para todos os lados. Neste artigo você compreenderá melhor como gira o mundo canábico por lá para não passar perrengue ou vergonha em terras uruguaias.

 

Turistas podem portar e fumar maconha no Uruguai?

Sim! Fumar e portar maconha não é crime desde 1974 e depois de 2014, quando o país regulamentou a cannabis, cidadãos e estrangeiros residentes podem cultivar, adquirir e portar até 40 gramas, o referente ao limite mensal definido em Lei.

Logo, se você portar até 40 gramas e/ou degustar um baseado publicamente no Uruguai, não será abordado pela polícia e tão pouco será levado para a cadeia.

Dica: Na hora do seu rolê nas ruas, ramblas e parques, aperte seu baseado na aLeda, a celulose fará seu baseado render diante de tanto vento.

 Turismo e maconha: veja 5 dicas para curtir sua onda no Uruguai

Se turista pode fumar, então pode comprar?

Legalmente, não! Cannabis legal no Uruguai é um privilégio apenas para cidadãos ou estrangeiros naturalizados. Atualmente são 13.657 adquirentes aptos a comprar maconha nas farmácias, 7.119 autocultivadores e 64 clubes de Cultivo que são compostos de 15 a 45 membros, segundo os dados do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis do dia 13 de setembro.

Entenda, a lei é restrita apenas aos uruguaios e cidadãos naturalizados. Cannabis legal só pode ser adquirida nas farmácias habilitadas, então desista da ideia de ir nas Growshops e lojas do ramo para comprar maconha. A maior reclamação dos donos e funcionários destes estabelecimentos é em relação aos turistas que insistem na compra da erva ilegalmente.

 Turismo e maconha: veja 5 dicas para curtir sua onda no Uruguai

Aviso comum nas growshops e lojas do ramo. Foto: Dave Coutinho

Mas sem desespero, o uruguaio é bem receptivo e compartilhar um baseado é uma das formas mais comuns de acesso entre turistas e residentes no país. Em nossa trip, trombamos com alguns turistas brasileiros e de outras nacionalidades que, na busca de cannabis, compartilharam algumas dicas e experiências.

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Sempre tem alguém que salva. Plaza Independência, Palácio Salvo ao fundo.

Como em qualquer cidade turística, as drogas estão presentes, bastando alguma busca para encontrá-las. A maneira mais comum de achar uma oferta da erva, em Montevidéu, é colar em algum pico turístico, como a Feira Tristán Narvaja ou na Rua Sarandí que corta toda Ciudad Vieja a partir do portal na Plaza Independência até o porto, como relataram diversos turistas.

Dicas:

O produto do mercado negro, o prensado paraguaio, custa em média 1.000 pesos uruguaios, o equivalente a R$ 100. Mas, segundo levantamento feito, se o turista buscar por um produto de melhor qualidade, como flores e derivados, deverá desembolsar cerca de 2.000 / 2.500 pesos, cerca de 220 / 270 reais, por algumas gramas de cogollos (flores).

Mesmo assim, tendo ciência que a aquisição legal de cannabis é um privilégio dos portadores da cédula de identidade uruguaia, ao turista que resolver comprar maconha é aconselhado ter cuidado, além de ser uma transação ilegal, há grandes chances do produto ser caro e de baixa qualidade.

Vale lembrar mais uma vez, desista de ir nas Growshops e lojas do ramo para comprar maconha. Como eles mesmo dizem, por placas e avisos: não há maconha, mas temos todos os produtos para o cultivo, como sementes, luzes, Growbox, terras, substratos e afins.

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Portal da Ciudadela – Plaza Independência

Terra das Growshops

Para quem tá achando que verá uma coffeeshop a cada esquina está enganado, Uruguai é a terra das Growshops. A cultura do autocultivo no país é tão evidente que isso reflete nitidamente no mercado canábico. Diferentemente do Brasil que é repleto de headshops, no país hermano é comum encontrar por toda a parte lojas de cultivo.

“Montevidéu está repleta de grows, só na capital uruguaia existem em média 30 lojas e aproximadamente mais 30 em processo de abertura que operam atualmente pela internet”, contou Bárbara Camila, brasileira e gerente da JuanaGrow, uma rede de Growshop com 4 lojas espalhadas pelo Uruguai.

Vale a visita, em cada uma das lojas que passamos fomos bem recepcionados, participamos de confraternizações (que explanamos nos stories em nosso Instagram), vimos uma ampla gama de acessórios, bongs, máquinas e prensas de extração, produtos destinados ao cultivo, sedas, sementes e outras inovações.

Dica: 

As growshops são o melhor pico para o turista ficar por dentro da agenda canábica no país, em diversas lojas vimos anúncios de eventos, festas, marchas e até copa da maconha, como a copa Colón, inclusive uma em que nosso correspondente Henrique colou e registrou o que rolou por lá, em mais um rolê canábico.

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Mais picos canábicos

O Uruguai é um país de grandes belezas naturais, em Montevidéu vale queimar um na Plaza Independência, no rolê durante a feira de Tristán Narvaja, na frente do Palácio Legislativo em qualquer esquina, mas o ponto alto é acender o seu baseado na Rambla para assistir ao por do sol.

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Durante seu rolê, dê uma pausa para o café ou um chá gelado no Hemp-T Café, conheça o Museo del Cannabis Montevideo e curta uma noite por lá regada a muita cultura, boa música e cerveza gelada. Entre um rolê e outro pelas ruas da Ciudad Vieja, passe na JuanaGrow para saborear um licor canábico e bata aquela larica na Tropical Smoothies para saborear un emparedado – sanduíche com suco natural.

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Assista: INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA CANNABIS DE MONTEVIDÉU | ROLÊ CANNABICO #4

Maconha e a Sociedade

O baseado no cotidiano uruguaio é tão comum e normal que mesmo estando em um país de idosos, ou como Mujica disse com sua famosa eloquência: “somos um povo de velhos”, a sociedade uruguaia convive sem dramas com a marihuana, inclusive a polícia que pouco se importará com o cheiro da marola no ar.

Resumidamente, a pessoa turista ou residente que resolver acender o seu baseado, respeitando as leis de fumo, tais como as do Brasil, não será alvo de comentários preconceituosos, não terá dedos apontando indicando “olha o(a) maconheiro(a)” e a polícia não te acharcará pelo ato de fumar seu beck de boa, no mais vale ressaltar que se a mesma presenciar alguma negociação aí sim a pessoa poderá ter problemas.

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O movimento canábico no Uruguai é ativo e é bem fácil achar durante quase todo o ano, copas, eventos, feiras e marchas e em boa parte deles a participação é aberta ao público, como a maior feira da América do Sul sobre maconha, a ExpoCannabis que acontece nos dias 8, 9 e 10 de dezembro deste ano.

Reúna as informações, faça as malas e vá conhecer o Uruguai. Apesar de todo atrativo canábico, o país merece sua visita pelas belas arquiteturas, paisagens, museus e muita história, além das delícias como alfajores, dulce de leche e chivitos que farão a sua larica.

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Fotografia de capa: Henrique Reichert | EMC / SB