Starbucks será a primeira grande rede a oferecer bebidas com maconha

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Analistas preveem que a Starbucks será a primeira grande rede a oferecer bebidas com infusão de CBD. Segundo pesquisa, o canabinoide é usado atualmente por 7% dos residentes nos EUA. Saiba mais no artigo da High Times com tradução Smoke Buddies.

Os tempos são tais que nenhum executivo de bebidas é poupado de especulações sobre o futuro de seu conglomerado na venda de produtos à base de maconha. No final de janeiro, o CEO da Starbucks, Kevin Johnson, foi questionado por um repórter da CNBC: “Posso comprar um triplo cannabis?”.

Johnson foi tímido. “Bem, você sabe, Jim, você não pode comprar um cannabis triplo hoje certamente – mas você sabe, estamos bem conscientes do que está acontecendo em torno do CBD, THC e todas as tendências do setor”, disse o executivo, uma lição de etiqueta especulativa corporativa.

As declarações não afastaram os analistas de rastrearem os planos futuros da empresa. Muito pelo contrário – a firma de investimentos Cowen and Co. divulgou um relatório de 100 páginas na segunda-feira, no qual aponta a gigante do café e das bebidas como a provável primeira grande cadeia a comercializar produtos com CBD.

O que talvez seja ainda mais surpreendente é a conclusão do relatório sobre a onipresença do CBD na cultura dos EUA. 6,9 por cento dos entrevistados da pesquisa de consumidores da Cowan, com 2.500 pessoas, disseram que atualmente usam o CBD, informou a Bloomberg. Esse número se compara a 4,2% que disseram usar cigarros eletrônicos e 19,6% que se identificam como usuários de tabaco.

Legalmente, o CBD está disponível em muito mais estados do que os produtos canabinoides de espectro total ou apenas THC. A recente passagem do US Farm Bill favorável ao cânhamo significou que o acesso se expandiu para as possibilidades de produção dos materiais usados ​​para produzir extratos de CBD.

Cowan prevê que até o ano 2025, 25 milhões de pessoas nos Estados Unidos – que seriam 10% de sua população adulta – estarão usando CBD.

O futuro do CBD pode não ser tão gráfico quanto Wall Street gostaria. O Departamento de Saúde da cidade de Nova York tornou-se um dos mais recentes obstáculos à aquisição comercial dos canabinoides. Funcionários enviaram e-mails de advertência para estabelecimentos de alimentos e bebidas que servem produtos infundidos com CBD neste mês, lembrando-os de que a proibição de tais produtos entraria em vigor em 1º de julho.

“A dinâmica é fluida, provavelmente retardando a adoção dos grandes fabricantes de café como a Starbucks no curto prazo”, diz o analista Andrew Charles no relatório da Cowen, mas acrescenta que dos maiores inovadores de bebidas, a gigante do café é provavelmente “a mais avançada”.

Se a previsão da empresa se concretizar e a Starbucks se tornar a primeira grande empresa a comercializar produtos de CBD, certamente não terá sido a primeira empresa a manifestar interesse em fazê-lo. Em novembro, a Molson Coors associou-se à empresa canadense de maconha HEXO Corp., e no mês seguinte, a Anheuser-Busch InBev anunciou que investiria US$ 50 milhões em uma parceria com outra empresa de maconha canadense, a Tilray.

A Starbucks não estaria nem perto da primeira empresa de café a experimentar as possibilidades do CBD. Pequenas empresas em todo o continente já adotaram esse desafio, incluindo a da família do cantor Willie Nelson. O recente lançamento dos produtos de CBD da marca Remedy de Willie é “uma saída proposital” da linha de produtos de THC do Willie’s Reserve, diz Annie, esposa do cantor e curadora da marca de CBD. A Willie’s Remedy comercializa três variedades de grãos de café colombianos com óleo de cânhamo orgânico de espectro completo certificado.

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#PraCegoVer: fotografia (de capa) mostra um porta copos tipo bolacha da Starbucks personalizado com a sereia do logo segurando uma folha de maconha em uma mão e uma caneca de café na outra e escrita alterada para “Cannabis & Coffee”, e a ponta do dedo que o segura diante a câmera; ao fundo, pode-se ver vários outros porta copos desfocados.

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Sobre Dave Coutinho

Carioca, Maconheiro, Ativista na Luta pela Legalização da Maconha e outras causas. CEO "faz-tudo" e Co-fundador da Smoke Buddies, um projeto que começou em 2011 e para o qual, desde então, tenho me dedicado exclusivamente.