Pot in Rio 5: como foi a minha primeira vez numa feira canábica

 Pot in Rio 5: como foi a minha primeira vez numa feira canábica

No último dia 5, o Rio de Janeiro recebeu um dos principais eventos de maconha do país, o Pot in Rio. Com diversos palestrantes, stands de marcas e workshops de especialistas nesse tema, o evento foi um sucesso. Quer saber mais? Então acompanhe o depoimento de alguém que estava lá (pela primeira vez em um evento sobre a erva).

Na tarde do primeiro domingo de novembro (05) rolou o Pot In Rio, um dos maiores eventos sobre maconha do país, reunindo 5 mil pessoas, no centro do Rio de Janeiro. Chega a ser estranho imaginar como é uma exposição focada no mercado canábico em um país no qual a proibição da maconha não dá sinais de mudança.

E como um novato nessa cena verde, resolvi contar minha experiência no PiR 2017.

Primeiramente, muitas surpresas impressionam: o tamanho do ambiente, a arrumação e a quantidade de stands e marcas, que nesse ano foram mais de 40. Fenomenal! Música de boa qualidade tocando, cheiro de boas ervas no ar e MUITA coisa pra ver já resumiriam o PiR como um evento foda.

Assumo que não imaginava encontrar um ambiente tranquilo para confraternizar, fumar, trocar ideias com pessoas interessadas e que todos os grandes nomes fossem tão acessíveis para quem estava na 5ª edição do Pot in Rio. Ingenuidade da minha parte!

Cada stand com inúmeros produtos fazendo demonstrações práticas, sorteios e dando dicas. Vi várias pessoas que estão investindo dinheiro e inovando com suas ideias, fazendo exatamente tudo o que se espera em uma exposição: mostrando o porquê de estarem ali.

Sempre li muito sobre as exposições que acontecem nos países legalizados e as inovações que essas feiras oferecem. Ver o Brasil surpreendendo assim foi demais!

Cheguei bem cedo ao evento e burlei uma enorme fila, então pude com mais calma me aventurar e conversar com os representantes de quase todos os stands abertos. E foi a melhor coisa que fiz.

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Existiam diversas headshops com uma variedade absurda de produtos com extrema qualidade! Desde pequenos pipes de ferro até bongs enormes de novas marcas e outras já consolidadas no mercado. Entre elas estava a famosa Squadafum, que rodava seus bongs gigantes e diferenciados, mostrando para os visitantes que descobriam novos produtos com direito até a “test-drive” para mostrar uma bongada de qualidade.

Uma das coisas mais legais e que me abriram a cabeça foi conhecer as marcas que já agem com êxito no exterior. A Green House Seeds, um dos maiores bancos de sementes do mundo, por exemplo, estava lá pra tirar as dúvidas de todos quanto à realidade da legalização na Holanda, maconha medicinal e sobre o Strain Hunters. Além de oferecer dichavadores e adesivos, trouxeram também uma palestra SENSACIONAL.

Joost Heeroma é o diretor do Departamento Médico da Green House, além de ser pesquisador biomédico com mestrado em Fisiologia e Neurobiologia e doutorado em Genômica Funcional. Sempre fui MUITO entusiasta da erva e estudou sempre que possível para legitimar a causa. Ouvir de perto as explicações de uma autoridade assim não se compara. Para quem entende inglês, acesse: http://www.cannainsider.com/joost-heeroma. Lá você consegue ouvir com calma as explicações do Joost sobre sistema endocanabinoide, multiplicação celular, terpenos e como a maconha pode equilibrar o corpo humano e até evitar o câncer.

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Eu, que particularmente estou aprendendo mais sobre o cultivo da cannabis, garanto que conversar com grandes representantes de grandes marcas brasileiras, como a Smart Grow e a RaizCultivo Indoor, que lá vendiam e demonstravam tendas e produtos para o cultivo, só me animou mais ainda. Quando assistimos a vídeos e lemos livros com certeza aprendemos e entendemos, mas nada como pessoas que já praticam o cultivo te ensinando com detalhes essa prática.

O público do evento era variado, de novos maconheiros até os dinossauros que sabem muito sobre o tema. E como visitante, você podia aprender e dialogar com cada um! Lembro de me encontrar com um tal de Rafael enquanto conversava em um stand, ouviu minhas dúvidas de cultivo e extrações e, com toda a calma e vontade do mundo, me esclareceu tudo e mais um pouco, o que já me deixa grato.

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Uma das partes legais foi estar perto de representantes da marca Sediña e ouvir sua história para inspirar mais ainda a cultura da cannabis, me motivando a querer empreender o quanto antes!

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Algo curioso que realmente não esperava encontrar eram produtos para a preparação e compressão de extratos! A Loucura Green estava lá com seus tubos de extração para BHO e prensas para kief, feitos artesanalmente com aço inoxidável. E não só vendendo, como também ensinando e guiando a utilização do produto e suas finalidades com otimização.

Tecnologia também não faltou, a marca Sunny Grow esteve lá também com uma ideia empreendedora impressionante! O que aprendi nessas voltas dadas lá foi que a energia elétrica é o que mais pesa em um grow, então que tal a utilização de placas solares para alimentar somente seu cultivo e reduzir os gastos de luz drasticamente? Essa é a ideia deles! Genial, não é?

Encontrar grandes influenciadores e ativistas da maconha foi possível e o acesso a eles não faltou! Tiravam fotos, conversavam, davam dicas e sempre eram atenciosos. A galera do Umdois, Molusco, Tomazine, Brazilianpurple, Hempadão! Todo mundo junto e animado com a exposição.

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Faltou arte? Que nada! Phill Whizzman estava lá com a exposição do projeto Baseado No Cotidiano, conversando com geral, trocando cultura canábica e sempre feliz em explanar a ideia do BnoC e como cada uma das fotos foi tirada e o porquê!

Não podia faltar música né? DJs de qualidade tocaram durante todo o evento e a banda Usuários, que fez tributo ao grande Planet Hemp, tocou com um nome de peso da cena, o Seiva Roxa, inspirando e fazendo a cabeça da galera!

Tatuagem, piercing, acessórios, camisas… ahh, tinha de tudo.

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Eu poderia falar de stand por stand, ideia por ideia, mas levando em consideração que tudo agregava tanto, falta espaço pra texto!

No geral, preciso admitir que foi um evento brilhante, sem problemas, geral circulando tranquilamente, organização pra entrar e sair, sempre respeitando os limites de espaço da casa. Grandes filas? Sim! Todo mundo entrava em paz mesmo assim. Com certeza, em torno de 5.000 pessoas circularam pelo evento e tudo correu muito bem o tempo todo.

Com certeza pude perceber que o mercado da ganja é muito maior que eu imaginava, e ainda com a mesma certeza de que no próximo ano será ainda maior.

 Pot in Rio 5: como foi a minha primeira vez numa feira canábica

Texto Gabriel Broitman para a Smoke Buddies.
Fotografia Dave Coutinho | Gabriel Broitman ~ Smoke Buddies

 Pot in Rio 5: como foi a minha primeira vez numa feira canábica

Sobre Gabriel Broitman

Ativista fanático pela planta e os horizontes que ela abre.
Tenho 21 anos, estudo sistemas, levo a música no coração e escrevo nas horas vagas 😉