Mais uma família consegue habeas corpus para cultivar maconha

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“Essa vitória não é só do meu filho, mas de todos que precisam da maconha de alguma forma e lutam por ela”, conta Lucia Medeiros, mãe de Ian Fontoura, que obteve na justiça o direito de cultivar maconha. Conheça mais sobre a história de mais um paciente que conquistou seus direitos.

Nesta terça-feira, dia 21 agosto, a juíza da 25ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, a Drª Juliana Benevides deferiu salvo conduto autorizando o cultivo de maconha para fins terapêuticos à Ian Fontoura e sua família. Com isso a justiça reconhece definitivamente o direito da família Fontoura de cultivar a própria maconha em seu quintal. Para Lúcia, mãe de Ian, “a maconha é apenas uma planta e nós temos que ter o direito de escolher entre importar, pegar pelo SUS ou cultivar dentro de nossas casas”.

“Nesse dia, não só abrimos caminhos para todos, como fazemos valer os nossos direitos negados pelo estado baseado na obrigação. Essa vitória não é só do meu filho, mas de todos que precisam da maconha de alguma forma e lutam por ela”, conta Lucia Medeiros mãe de Ian Fontoura, paciente que usa dos benefícios da maconha para a manutenção da sua saúde e bem estar.

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#PraCegoVer: Fotografia da Família Fontoura. Da esq. para dir. Carlos Ian, Lucia Medeiros e Ian Fontoura segurando uma folha contendo a decisão judicial. Imagem arquivo pessoal

MACONHA ERA DROGA

A luta dos Fontoura começou há anos, quando o menino Ian tinha apenas 9 anos de idade. Na época, a família descobriu a condição de epilepsia, doença de difícil controle medicamentoso.

“Quando ouvi falar da maconha medicinal fiquei meio na dúvida pela educação que tive: MACONHA ERA DROGA. Mas, na tentativa de parar as crises do meu filho, busquei estudar sobre o assunto e comecei o tratamento com a maconha artesanal”, conta Lucia.

Ian Fontoura é paciente da maconha medicinal desde os 15 anos e graças aos benefícios da planta suas crises estão sob controle, proporcionando uma qualidade de vida jamais obtida com tratamento convencional. Segundo Lucia, Ian tinha numa faixa de 30 crises de ausência ao dia e quatro crises crônicas por semana. “Atualmente esse número reduziu para 90% devido ao uso do óleo da cannabis, fazendo com que leve uma vida normal o que antes era impossível”.

“Já estivemos na ilegalidade para ajudar nosso filho,
mas hoje temos o reconhecimento da justiça”

Hoje, Ian com 20 anos e uma qualidade de vida melhor milita junto aos pais pela regulamentação da maconha, combatem o preconceito contra a planta e lutam para que mais famílias e pacientes possam ter acesso aos benefícios terapêuticos da cannabis.  Nós da Smoke Buddies, desejamos os parabéns e que este dia 21 de agosto de 2018 fique eternizado para esta família.

Confira abaixo outros casos de pacientes adultos que já obtiveram Habeas Corpus para cultivar maconha em casa:

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Justiça do Paraná autoriza paciente com tumor cerebral a cultivar maconha em casa

Família de idosa no RN obtém liminar para cultivar maconha em casa

#PraCegoVer: fotografia (de capa) de inflorescências de um cultivo de maconha com foco em um deles. Créditos: Rafael Rocha.

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Sobre Dave Coutinho

Carioca, Maconheiro, Ativista na Luta pela Legalização da Maconha e outras causas. CEO "faz-tudo" e Co-fundador da Smoke Buddies, um projeto que começou em 2011 e para o qual, desde então, tenho me dedicado exclusivamente.