“Legalize Já!”: Uma história de amor e liberdades que gerou a banda Planet Hemp

 Legalize Já!: Uma história de amor e liberdades que gerou a banda Planet Hemp

Gritos de ‘Legalize’ e ‘Fora Temer’ marcaram a estreia de “Legalize Já!” no Festival do Rio. Filme reconta a história de amor, liberdades e persistência, entre Marcelo D2 e Skunk, que deu origem à banda Planet Hemp.

“O filme não é sobre maconha, é sobre amor… E amar é para os fortes!” – Marcelo D2.

Depois de nove anos de produção, o filme que reconta a história da fundação do Planet Hemp finalmente teve sua première, no último dia 06, com sessão lotada, na décima nona edição do Festival de Cinema do Rio, no Cine Odeon, tradicional cinema no Centro do Rio de Janeiro.

O longa narra como um encontro entre Marcelo (futuramente conhecido como D2), interpretado por Renato Góes, e Skunk, interpretado por Ícaro Silva, que vendiam camisetas e fitas cassete no centro do Rio de Janeiro para se sustentarem, pôde dar orgiem a uma das bandas mais populares do Brasil na década de 1990.

Para quem tá acostumado às agitações dos shows do Planet Hemp, D2 parecia bastante calmo e feliz e, aliás, emanava muito amor enquanto distribuía abraços, na porta do Odeon, antes mesmo de atravessar o tapete vermelho  para a  estreia de “Legalize Já!”, da Academia de Filmes.

 Legalize Já!: Uma história de amor e liberdades que gerou a banda Planet Hemp

Elenco e equipe de “Legalize Já!”, no Odeon. Foto: Marcos Ferreira / Brazil News

Entre brindes e  poses para selfies com os fãs, que vibravam a cada encontro com o elenco do filme no Odeon, demos uma tietada básica para aquela selfie com o D2 (afinal ele é o cara né?) e já o convocamos para um Baseado Cotidiano.

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Marcelo D2 e Ícaro Silva. Foto: Marcos Ferreira / Brazil News

Emocionado, Marcelo D2 posou para fotos oficiais e discursou aos jornalistas no tapete vermelho e no palco, pouco antes da exibição – que atrasou cerca de uma hora (não culpem a maconha). E mesmo com toda a polêmica acerca do nome, às vésperas da exibição no Festival, conforme noticiado na coluna de Lauro Jardim, no O Globo, os envolvidos no filme – os protagonistas Góes e Silva e os diretores Johnny Araújo e Gustavo Bonafé – afirmaram que a história era mais sobre o amor do que a maconha, que acabou sendo citada na apresentação da sessão.

Durante seu discurso, D2 comentou que completa 50 ano no próximo mês e rapidamente ganhou assovios. Na hora, ele retrucou: “É a maconha” – fazendo o público gargalhar. Após os agradecimentos e aos gritos de “Legalize” e “Fora Temer”, o filme rolou e todos aplaudiram de pé.

Em declaração ao portal Uol, Araújo disse que o longa já teve o nome provisório de “Anjos da Lapa” e agora, no lançamento oficial, ganhou um título mais com a cara da banda.

“‘Legalize Já!’ é muito poderoso. O Marcelo carregou essa bandeira da liberdade de expressão por muito tempo. O filme não é sobre maconha, esse é um filme de ficção, uma história de amor. ‘Legalize Já!’ é sobre o seu direito de cidadão de se vestir do jeito que você quiser, de assumir sua homossexualidade, de falar o que você pensa”, afirma o cineasta.

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Renato Góes e Marcelo D2 no lançamento de “Legalize Já!”, no Odeon. Foto: Marcos Ferreira / Brazil News

Na nossa opinião, o filme não é uma cinebiografia – apesar da formação do PH ser contada – e muito menos um filme pela legalização da maconha. O filme conta o amor e a dor em rimas, com fotografia que remete a memória e homenagem a Luís Antonio da Silva Machado, o Skunk, que saiu de cena em 1994, vítima da Aids, sem ter tido tempo de ver o trabalho que fez resultando no Planet.

Apesar de não ser um melodrama, a emoção é inevitável diante a história de afinidade destes dois que se iniciou por conta de um trombão na Lapa, um caderno com rimas e da admiração pela banda punk norte-americana Dead Kennedys que os levaram a descobrir que ambos tinham no rap uma arma para lutar contra o sistema que oprime e cala as vozes de pobres, pretos e loosers. “Eles te tratam como se você fosse (preto)”, aponta o negro Skunk para Marcelo, aguçando a consciência social de Marcelo.

O longa, que foi rodado pelo centro do Rio de Janeiro e pela Lapa, reconstruiu o histórico show do Planet Hemp no Garage, palco do circuito underground carioca – apresentação que lançou a trajetória da banda e a levou ao primeiro e histórico álbum Usuário (1995).

‘Legalize Já!’ deixa claro que, se o Planet Hemp brotou e vingou, foi por conta da iniciativa, autoestima e persistência de Skunk, que soube manter a visão de talento e força de Marcelo, o D2. A previsão de chegada do longa nos cinemas é para fevereiro de 2018, enquanto isso confira abaixo algumas cenas do filme.

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Rafaela Mandelli vive a radialista Suzana, amiga de Skunk (Ícaro Silva) em Legalize Já!

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