Herdeiro da fortuna do bourbon Jim Beam quer construir império da maconha

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Herdeiro de uma das marcas mais antigas de bourbon, Ben Kovler segue os passos do bisavô, todavia na indústria canábica, ao voltar seus investimentos no Canadá que legalizará o uso recreativo da maconha este ano. As informações são da Bloomberg, via UOL Economia.

Pouco depois do término da Lei Seca nos EUA, um dos antepassados de Ben Kovler investiu US$ 5.000 em uma família de destiladores liderados por James Beauregard Beam.

Kovler, de 39 anos, vê semelhanças entre a indústria de bebidas alcoólicas dos anos 1930, quando seu bisavô Harry Blum ajudou a transformar a Jim Beam em uma das marcas de bourbon mais famosas, e o atual mercado da cannabis. Com o fim do que ele chama de “Proibição 2.0”, Kovler se prepara para abrir o capital da Green Thumb Industries no Canadá.

 Herdeiro da fortuna do bourbon Jim Beam quer construir império da maconha

A GTI, que cultiva, processa e possui dispensários em seis estados dos EUA, planeja abrir o capital no mês que vem através de uma fusão reversa com uma empresa canadense já listada, disse Kovler, fundador e presidente da companhia, em entrevista. Ele também é o maior acionista.

As perspectivas para o setor da cannabis nos EUA nunca estiveram tão viçosas, já que a maioria dos americanos atualmente defende a legalização. Vinte e nove estados permitem o uso médico ou recreativo da maconha e as vendas devem chegar a US$ 75 bilhões em 2030, de cerca de US$ 6 bilhões em 2016, segundo Cowen & Co.

Como a lei federal ainda proíbe a maconha nos EUA, produtores estão se voltando para o Canadá, onde a legalização total deve ser instaurada neste ano.

Kovler disse que ele e o CEO Pete Kadens, de 40 anos, esperam expandir o negócio rapidamente antes que mais mercados dos EUA se abram. A GTI opera 12 dispensários em Maryland, Massachusetts, Nevada, Pensilvânia e Illinois, e tem planos de se expandir para a Flórida.

Com produtos em mais de cem lojas, a receita da empresa superou US$ 20 milhões no ano passado e deve ultrapassar US$ 70 milhões neste ano, disse Kovler.

Depois de fechar uma rodada de financiamento de US$ 45 milhões neste ano, com o apoio de investidores principalmente dos EUA, a GTI está se voltando para o Canadá porque o custo de levantar capital lá será mais barato, disse ele. A empresa pretende usar o dinheiro para adquirir ou construir instalações e obter licenças em mais mercados.

Maconha ilegal

Harry Blum comprou a participação de seus sócios na Jim Beam por aproximadamente US$ 1 milhão em 1941, de acordo com “American Still Life”, um livro sobre a história da marca. O avô de Kovler, Everett, ampliou o alcance da Jim Beam para a Europa antes de vender a empresa à American Tobacco em 1967. Ben Kovler não quis revelar o preço de venda.

Como o DNA da GTI remonta às destilarias do Kentucky, talvez seja apropriado que Kovler queira emular pesos-pesados do setor de bebidas alcoólicas, como a Diageo, e se aventurar além da maconha. Por exemplo, a empresa planeja vender aos consumidores as virtudes de seus produtos vaporizadores.

“Estamos saindo do mundo das bebidas ilegais e entrando no mundo dos coquetéis”, disse Kovler. “As pessoas chegam reclamando que a maconha ilegal queima a garganta, e nós lhes oferecemos o equivalente a um rum com Coca-Cola. Buscamos estabelecer um relacionamento autêntico com os consumidores, do mesmo modo que as companhias de bebidas alcoólicas fizeram com a cerveja e o vinho.”

(Com a colaboração de Doug Alexander)

Leia também: Fabricante de bebidas de maconha dos EUA quer abrir capital no Canadá

#PraCegoVer: fotografia de um cultivo de cannabis, com foco em uma das flores.

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