GanjaPreneurs: Informação para empreender

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Uma das frentes pela legalização da maconha no Brasil é o empreendedorismo canábico que para se fortalecer e florescer sob o vigor de leis proibicionistas e os tabus ainda existentes na sociedade precisa ter uma importante aliada: a informação. Entenda mais sobre o assunto no artigo do ganjapreneur João Paulo Costa.

Informação é uma das chaves para o sucesso de quem quer empreender no mercado canábico. Sabemos como é difícil, por si só, dar início a um projeto, e como pode ser estressante esse processo. Imagine, então, as dificuldades para construir um empreendimento no mercado canábico brasileiro, onde ainda há muito preconceito por parte da sociedade e as barreiras legais para atuação ainda não são favoráveis.

A palavra empreendedorismo normalmente vem acompanhada, ou está próxima, da palavra erro. Alto risco, incertezas, rapidez. Posso dizer com tranquilidade que todo processo empreendedor é feito de tentativas, falhas, ajustes e melhorias constantes – é na prática que descobrimos o caminho. A resiliência é um dos melhores mindsets para o empreendedor, mas resiliência sem conhecimento significa cometer os mesmos erros sempre. É claro que há maneiras de amenizar, ou pelo menos se preparar, para os altos e baixos dessa montanha-russa, e é aí que o conhecimento pode nos salvar. E falo no sentido mais simples do conceito – indagar, dar e receber informação, esclarecer os fatos e dados.

Na prática, eu tento tirar o máximo de proveito das conversas com empreendedores mais experientes, buscando estabelecer uma relação de mentoria com aqueles que estão alinhados com meus valores. O processo de aceleração da CanopyBoulder, pelo qual passei com o aplicativo Who is Happy, no ano passado, me ajudou a entender a importância de estar cercado de pessoas que te inspiram e que podem trazer insights que mudam sua maneira de ver seu projeto e suas estratégias empreendedoras.

Vejo o empreendedorismo canábico como um processo de aprendizado contínuo, no qual a perfeição não faz parte do meu cotidiano – e, sim, o aprendizado constante durante esse processo. Escrever essa coluna, produzir o Ganja Diaries e todos os projetos especiais que estamos propondo este ano tem sido um aprendizado muito rico, porque me trouxe também a necessidade de estudar ainda mais, estruturar minhas ideias e, principalmente, compartilhar informações, um bem tão precioso e tão importante para o processo de legalização da cannabis no Brasil.

Tudo isso para dizer, meu caro, que você precisa tirar sua ideia do papel e transformá-la em um projeto, mesmo que ainda não esteja feliz com a qualidade. Errar é humano e, mais que isso, é inerente ao processo empreendedor. Não digo compartilhar algo mal feito e ficar acomodado com isso, mas seguir melhorando durante o processo. Nunca acreditar que a entrega é o final, e sim o começo de mais um ciclo de crescimento profissional.

Uma técnica importante para alcançar um estado de aprimoramento constante é aprender com os players de sucesso do mercado – eles estão errando há mais tempo que você. Tente trocar experiências, inclusive com seus concorrentes – outro conceito que precisa ser repensado na economia atual e, principalmente, no mercado canábico. Não vejo motivo para a mentalidade negativa e feroz de concorrência no mercado da cannabis, que é enorme e tem grande demanda.

Quanto mais festivais como o Ganja Talks e aplicativos como o Who is Happy existirem, mais forte se torna o mercado canábico, que certamente terá um peso importante no processo de legalização da cannabis por aqui. Acho interessante quando empreendedores canábicos me procuram para conversar sobre seus projetos e, em alguns momentos, consigo notar o cuidado ao falarem de festivais e aplicativos. Digo o contrário! Eu vejo como uma responsabilidade ajudar e repassar o conhecimento que eu tenho nos meus negócios para que mais empreendimentos canábicos possam florescer. E esse é um dos motivos da minha coluna semanal no blog, do Ganja Diaries e do nosso especial sobre empreendedorismo (que você pode acessar aqui).

Com a constante troca de informações, o diálogo entre empreendedores e o fortalecimento do mercado canábico brasileiro, não faltará muito para avançarmos rumo à legalização também por outra frente: a dos ganjapreneurs.

Foto: acervo – João Paulo.

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Sobre João Paulo Costa

João Paulo Costa (CEO) é um genuíno ganjapreneur. Formado em Publicidade e Propaganda e em Produção Audiovisual e especializado em Documentário e Produção Executiva, aos 21 anos desenvolveu uma das primeiras empresas de mídia indoor do Brasil, a TV Buteco, focada em conteúdo audiovisual para comércios como bares e baladas, o empreendedor também foi um dos criadores do aplicativo Pergunter, rede social acelerada pela Startupbootcamp Copenhagen, considerada a melhor aceleradora da Europa. Atualmente é co-fundador e CEO do Who is Happy, uma rede social para consumidores de cannabis convidada para participar do processo de aceleração da CanopyBoulder, empresa americana focada em investir em ideias canábicas inovadoras e do Ganja Talks, estúdio de comunicação que produz conteúdo e experiências para consumidores de cannabis.