Com milhões de desempregados no Brasil, maconha pode ser a solução

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Enquanto registramos a maior taxa de desempregados desde maio do ano passado, nos EUA a indústria que mais registra crescimento de empregos é a da maconha. Sem partidarismo e baseado em experiências e fatos, regulamentar a maconha pode ser a solução. Saiba mais no texto abaixo:

O Brasil não tem muito o que celebrar neste 1º de maio – o Dia do Trabalhador – com o desemprego em alta. Conforme dados mais recentes do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o país passou de 12,3 milhões, no último trimestre de 2017, para 13,7 milhões de desempregados nos primeiros três meses deste ano. Neste mesmo período, o rendimento médio ficou estagnado em R$ 2.169.

Especialistas ouvidos pelo jornal Estado de Minas admitem que esse quadro não é nada animador, pois o desemprego não deve voltar a crescer tão cedo devido à expansão da economia estar abaixo do necessário para que isso ocorra. “A recuperação está ocorrendo de forma gradual e ainda há uma ociosidade elevada da capacidade produtiva. Portanto, para o desemprego voltar a cair será necessário que o país cresça, por quatro anos seguidos, em torno de 4%, algo que vai demorar vários anos ainda”, explicou o economista e especialista em mercado de trabalho Carlos Alberto Ramos, professor da Universidade de Brasília (UnB). A mediana das estimativas do mercado prevê alta de 2,75% no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

A desigualdade entre gêneros permanece segundo estudos de mercado que mostram que as mulheres, mesmo com escolaridade superior a dos homens, chegam a ganhar quase metade do salário nas mesmas funções.

Menos formalidade

De acordo com Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o emprego formal vem diminuindo em ritmo contínuo. Nos últimos quatro anos, o total de pessoas com carteira assinada encolheu em quatro milhões, totalizando 32,9 milhões trabalhadores. Em 2014, quando a taxa de desemprego estava em torno de 7%, havia 36,9 milhões de brasileiros trabalhando sob as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“Esse dado é o que nos deixa mais preocupados porque está havendo uma queda média de 500 mil vagas por trimestre. Em quatro anos, perdemos 4 milhões de vagas formais no meio dessa recessão dos anos de 2015 e 2016”, lamentou. A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2018 ficou em 13,1%, dado superior aos 11,8% computados entre outubro e dezembro de 2017.

Outro dado preocupante destacado por Azeredo, além dessas 13,7 milhões desocupadas são as 4,3 milhões de pessoas (a maioria pardos e negros) em situação de desalento, que deixaram de procurar emprego. Esses dois, somados aos jovens que não estudam nem trabalham, compõem um exército de 26 milhões de pessoas que estão subutilizadas no país atualmente.

Em pronunciamento em cadeia nacional e divulgado em suas contas nas redes sociais, na noite do dia 30 de abril, o presidente Michel Temer reconheceu que o dia de hoje não é de festa. “O Dia do Trabalho, é um dia de reflexão” e pede que os milhões de brasileiros desempregados no Brasil não percam as esperanças.

 Com milhões de desempregados no Brasil, maconha pode ser a solução

O utópico pronunciamento contradiz a realidade sentida e vivida atualmente pelas mais de 26 milhões de pessoas que estão subutilizadas no país. Pessoas essas que literalmente contam moedas para subsistir e não possuem mais a esperança que o presidente deseja. Já que para Temer o dia é de reflexão, aproveitamos o momento para ajudar a todos, principalmente ele, a enxergarem que a regulamentação da maconha pode ser a solução.

 Com milhões de desempregados no Brasil, maconha pode ser a solução

#PraCegoVer: Fotografia de duas miniaturas simulando trabalhadores carregando flores de maconha sobre a bandeira dos Estados Unidos.

E a maconha no meio disso tudo?

Você não precisa ser economista, político e nem politizado para ver o que está acontecendo nos estados norte-americanos que já regulamentaram a maconha. Quando falamos que regulamentar pode ser a solução para a educação, economia, saúde e outras muitas crises no Brasil, nos baseamos nos fatos e experiências de países que já vivem essa realidade.

É o que mostra o mais recente artigo de Tom Angell, publicado na Forbes americana, relatando que a indústria da maconha é a que mais gera empregos.

“Você sabe qual é a categoria de emprego que mais cresce nos Estados Unidos?” – Maconha. Perguntou e respondeu Ian Siegel, co-fundador e Ceo da ZipRecruiter.com, uma firma líder que conecta empresas a candidatos na indústria canábica legal.

Quando você pensa em indústrias de rápido crescimento, geralmente pensa em campos ligados à tecnologia. Mas de acordo com Ian Siegel, a categoria que mais cresce nos EUA é a da maconha.

Siegel disse recentemente em uma conferência que os empregos relacionados à maconha aumentaram 445% ano a ano. Para colocar em perspectiva, os empregos relacionados à tecnologia aumentaram apenas 245% e os serviços de saúde apenas 70%, e essas são duas áreas que experimentam grandes crescimentos.

Recente, uma publicação da Hypeness mostrou também o estudo feito pela New Frontier Data – uma empresa que foca na indústria da maconha – que desvenda que o governo federal norte-americano poderia criar pelo menos US$ 131,8 bilhões em receita tributária nos próximos oito anos se a maconha fosse legalizada em todos os 50 estados. A pesquisa sugere que a legalização federal criaria imediatamente 782.000 empregos, e a empresa prevê que esse número aumentará para 1,1 milhão de empregos até 2025, incluindo produtores e varejistas.

A maconha é legalizada para uso recreativo em oito estados norte-americanos. O maior mercado é o da Califórnia, legalizado recentemente. 29 estados autorizam o uso medicinal da erva.

Conclusão

Crise? Desemprego? Só se você vive em um país onde a cannabis infelizmente ainda é contra a lei. A regulamentação da maconha não só cria um mercado mais seguro e estável para os usuários medicinais e recreativos, como também impulsiona significativamente o crescimento de empregos.

Contra fatos, não há argumentos. Se o momento é de reflexão, reflita e veja como a regulamentação, no lugar da proibição, é muito mais benéfica para o Brasil e a sociedade.

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#PraCegoVer: Fotografia de vários anúncios de empregos num poste no centro de São Paulo. Créditos: Zanone Fraissat – Folhapress (03/02/2016).