Colorado fará estudo sobre a relação entre uso de concentrados de maconha e direção

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De acordo com o Coloradoan (e tradução do Smoke Buddies), pesquisadores já levantaram mais de R$ 2 milhões para pesquisas. Serão feitos testes de habilidade motora e tempo de reação antes e depois do uso dos concentrados. Segundo os especialistas, os testes têm caráter observacional. Entenda mais abaixo.

Pesquisadores da Universidade do Estado do Colorado estão envolvidos no primeiro estudo mostrando como os chamados “dabs”, um potente método de consumo da maconha, afetam a habilidade de direção dos usuários.

 Colorado fará estudo sobre a relação entre uso de concentrados de maconha e direção

O “dabbing”, que é a vaporização ou inalação de concentrados da erva, dá a quem consome uma onda quase imediata. “Os usuários ficam chapados muito rápido”, diz Brain Tracy, membro do corpo docente da Universidade que está colaborando com os pesquisadores da Universidade do Colorado, campus de Boulder, no estudo: “É quase instantâneo e a sensação é muito forte”.

Para ver como a onda afeta as habilidades motoras, equilíbrio e tempo de reação, os pesquisadores usarão maconheiros que concordaram em realizar os testes depois dos dabs em suas próprias residências. A equipe não irá fornecer os concentrados aos participantes. Eles apenas irão estacionar um carro do lado de fora da casa dos usuários, conduzir os testes para estabelecer padrões de sobriedade e reaplicá-los após o “dabbing”.

“Os participantes farão o que normalmente fazem consigo”, diz Tracy, professor associado do Departamento de Saúde e Ciência da Universidade e diretor do Laboratório de Funções Neuromusculares: “É um estudo observacional”.

Alguns testes também serão executados usando um iPod Touch, enquanto o restante será aplicado usando um veículo real. Cada participante fará uma rodada de 10 testes.

O primeiro medirá a velocidade com que os participantes movem suas pernas, semelhante ao movimento de pisar nos pedais de freio e aceleração do veículo. Outro teste medirá o pico de aceleração e tempo de reação, que podem ser relacionados a quão rápido eles podem virar o volante sob a influência dos concentrados.

O projeto tem 3 anos de duração e será financiado pelo Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Colorado, no valor de cerca de R$ 2,7 milhões (US$ 839 mil).

Os resultados podem ser usados para ajudar a prevenir o uso dos dabs na hora de dirigir.

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