Cânhamo pode revolucionar economia do país, “mas o que pega é o preconceito”, diz fundador da Sediña

 Cânhamo pode revolucionar economia do país, mas o que pega é o preconceito, diz fundador da Sediña

A tal da maconha careta pode ser a nova revolução industrial, a revolução do cânhamo! Para Fábio Bastos, “inserir a cultura do Cânhamo em nosso país agregaria bilhões de reais a essa atividade, que ‘segura a onda’ da nossa economia”, saiba mais sobre os benefícios e usos desta planta revolucionária.

Apesar de ainda proibida no Brasil e em alguns países, a maconha já esteve entre as maiores plantações do mundo. E também era para além do ato de fumar: no século passado, a erva também foi a maior fonte de papel, tecido e corda. Mas as leis que não distinguem as variedades de cannabis fazem com que o cânhamo, que não possui substâncias psicoativas, continue burocratizado e restrito apesar do seu grande potencial industrial.

Já mostramos por aqui que o cânhamo pode ser o futuro da construção civil com o HempCrete, um material totalmente hermético que serve para construção de pisos, paredes e outros materiais usados em obras, e também que agricultores norte-americanos abandonaram o cultivo de tabaco pelo primo careta da maconha e que é perfeito para a bioenergia. A mesma “maconha careta” que ajudou a descobrir o Brasil e a América, por meio das velas e cordames das Caravelas de Cabral e Colombo, também vem sendo cultivada por agricultores da Coreia do Norte, que planejam usar o óleo de cânhamo como biocombustível em aeronaves não tripuladas.

Mas afinal, o que é esse tal de cânhamo?

Parece maconha, tem cheiro de maconha, mas é cânhamo!

Este texto chega com o objetivo de mostrar que o cânhamo, uma variedade da cannabis pouco explorada e muito demonizada no Brasil, é uma das matérias-primas mais versáteis do mundo. Mas você sabe a diferença de uma cannabis ruderalis para uma indica ou sativa?

 Cânhamo pode revolucionar economia do país, mas o que pega é o preconceito, diz fundador da Sediña

Diferenças das folhas: Sativa, Indica e Ruderalis

Originária da Ásia Central e da Rússia, a Cannabis Ruderalis é considerada uma subespécie da Cannabis Sativa e é reconhecida por sua altura e floração diferenciada. O nome “ruderalis” vem da palavra alemã ruderal, um termo usado para ervas daninhas que crescem ao lado das estradas. Atualmente é possível encontrar plantações de cannabis ruderalis em diversos estados norte-americanos, assim como no Canadá e na China onde há comercialização e produção de cânhamo por meio das fibras deste tipo de cannabis.

A primeira classificação da Cannabis Ruderalis foi feita em 1924 pelo botânico russo D.E. Janischevsky. Ao contrário das cannabis indica sativa, as plantas ruderalis são conhecidas por conter níveis muito baixos de THC, a substância psicoativa da planta, e ostentam níveis mais elevados do canabinoide terapêutico, o CBD.

 Cânhamo pode revolucionar economia do país, mas o que pega é o preconceito, diz fundador da Sediña

Planta Fêmea de Cannabis Ruderalis

Nos últimos anos, a tendência de aceitação à maconha para fins medicinais e industriais vem se espalhando. O cânhamo e sua cultura proporcionam uma das matérias-primas mais limpas, além de ser o cultivo que mais contribui para a preservação do meio-ambiente. Enquanto em diferentes locais, como Uruguai e vários estados americanos, a legislação foi alterada para tolerar o uso da planta, no Brasil a produção do cânhamo segue estagnada por preconceito, perdendo-se tempo e economia.

“São incontáveis os benefícios da planta, a cannabis retira as impurezas, radioatividade, limpa o solo proporcionando utilizações posteriores da terra, melhora a produtividade e qualidade dos alimentos, gera economia aos cofres públicos, para fazendeiros e trabalhadores. O que ‘pega’ é o preconceito”, conta Fabio Bastos, fundador da Sediña.

“Inserir a cultura do Cânhamo em nosso país agregaria bilhões de reais a essa atividade, que ‘segura a onda’ da nossa economia.”Fábio Bastos, Sediña.

Presente em 18 países pela Ásia, Europa e América do Sul, a marca promete uma revolução no Brasil em relação à conscientização dos usos da maconha, seja industrial ou medicinal. E como parte desta revolução, a Sediña Brasil acaba de enriquecer sua linha com os produtos 100% Hemp.

A marca que já conta com produtos como papéis de seda, trituradores, isqueiros, vaporizadores, entre outros, lança agora uma nova linha de sedas feita de cânhamo Sediña 100% Hemp Paper. Com goma natural de cânhamo e proporcionando uma queima mais lenta que as tradicionais sedas, a Sediña 100% Hemp chega no tamanho King Size.

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A Sediña é um excelente exemplo de como empresas brasileiras interessadas neste segmento, capazes de cultivarem e fabricarem produtos a partir do cânhamo, ficam às margens da burocracia e de uma lei restritiva, sendo praticamente obrigadas a se estabelecerem em outros países como a China.

Mesmo com todo o preconceito e burocracia, o mercado nacional já conhece alguns produtos feitos com o cânhamo como matéria-prima, mas poderia se beneficiar se estes fossem produzidos, processados e exportados por aqui, gerando mais ainda economia e empregos no Brasil.

A tal da maconha careta pode ser a nova revolução industrial, a revolução do cânhamo!

Continue conectado no Smoke Buddies e saiba mais sobre o mercado canábico que está em constante evolução. No próximo texto apresentaremos a linha têxtil da Sediña e o HempCrete, produzidos com a fibra de cânhamo.

 Cânhamo pode revolucionar economia do país, mas o que pega é o preconceito, diz fundador da Sediña

Sobre Dave Coutinho

Carioca, Maconheiro, Ativista na Luta pela Legalização da Maconha e outras causas... um dos responsáveis e 'faz-tudo' do Smoke Buddies.

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