Em 3 anos, Anvisa libera quase o dobro de autorizações para importação de Canabidiol

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O uso medicinal da maconha ainda não foi regulamentado no Brasil, porém a demanda pela importação do canabidiol cresce mais a cada dia, mesmo diante da burocracia e alto custo. Saiba mais na reportagem do SBT.

O número de autorizações da Anvisa para importação do canabidiol quase dobrou em três anos. Feito à base de maconha, o remédio é usado para tratar doenças e também aliviar efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com câncer.

Uma doença genética degenerativa limita os movimentos da Tatiana desde a infância. “Comecei a ter problema de muita dor, de não poder ir trabalhar porque estava com dor, não fazer as minhas atividades do dia-a-dia também”, relata Tatiana. A solução veio em gotas, mas custa caro, um vidro sai por aproximadamente R$ 1.300,00 e dura dois meses. É que o canabidiol ainda não é produzido no Brasil, onde apenas dois laboratórios, no interior de São Paulo e no Paraná, trabalham com pesquisas sobre a substância e testes com voluntários.

Pesquisadores trabalham para que a Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprove o registro aqui no país no ano que vem. Enquanto isso, o remédio só é comercializado na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos. O paciente brasileiro precisa, portanto, importar o medicamento. Para isso, um médico deve prescrever a medicação e assinar um termo de responsabilidade. Depois, o paciente entra no site da Anvisa e pede a autorização. A análise leva em média dez dias. Mesmo com a burocracia e o preço elevado, o número de autorizações quase dobrou neste ano em comparação com 2015, quando a compra passou a ser autorizada.

O primeiro congresso internacional sobre o uso medicinal da cannabis no Brasil, realizado em São Paulo, trouxe mais que a discussão sobre a eficácia do tratamento. Aqui foi proposta a criação da endocanabinologia como uma especialidade. A ideia é enfrentar o principal desafio que envolve o processo atualmente: preparar os médicos para saberem indicar e prescrever a substância. “Como tem a sociedade de cardiologia, a sociedade de neurologia, a ideia é que Sociedade Brasileira de Endocanabinologia possa ser esse veículo de educação e apoio aos médicos que querem isso como especialidade”, segundo a médica Carolina Nocetti.

Facilitar o acesso faz toda a diferença pra quem depende do remédio. “E aquelas dores horríveis desapareceram, eu ainda sinto dor, mas eu consigo ter uma vida muito melhor”, diz Tatiana.

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#PraCegoVer: fotografia (de capa) em close das mãos de uma pessoa manuseando êmbolo e seringa com rótulo onde está escrito em azul “21% CBD-RSHO Blue”.

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