AGORA, APERTA 13 PRESIDENTE E 25 GOVERNADOR

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Daqui a 12 dias, o Brasil terá uma eleição decisiva para o rumo de sua história, entre continuar no caminho na democracia ou viver um terrível retrocesso, inclusive na causa pela legalização da maconha. Leia e entenda mais no texto do advogado e ativista Dr. André Barros para a Smoke Buddies.

Este foi o tema abordado no último programa “Fumaça do Bom Direito”, no dia 16 de outubro, terça feira, às 21 horas, na página www.facebook.com/advogadoandrebarros. Faltam 12 dias para uma eleição decisiva para o Brasil, quando podemos continuar a caminhar na democracia ou vivermos um terrível retrocesso. Bolsonaro é o candidato da repressão, que defende a ditadura militar, regime que tinha como política de Estado a morte sob tortura e estupro, seguida do desaparecimento dos corpos. Ele traz o fascismo em seu discurso, não reconhece o abismo social e a desigualdade regional do Brasil, além de acusar milhões de brasileiros na miséria de vagabundos que não querem trabalhar. Trata-se de uma postura racista. É a volta da teoria lombrosiana, falso pensamento supostamente científico da superioridade e inferioridade de raças e do criminoso nato. Lombroso afirmava que determinadas pessoas já nasciam criminosas por características tais como tamanho da mandíbula, cabeça e cor da pele. Seu pensamento caiu como uma luva no Brasil, após a abolição da escravidão, justificando as racistas e discriminatórias prisões de negros, índios e pobres.

A última pesquisa colocando Bolsonaro com 59% dos votos é manipulada pela mídia. Não é informado o enorme número de pessoas que não foram votar no primeiro turno ou votaram em branco ou nulo. A vitória não está de forma alguma garantida, pois sua margem é pequena se forem levadas em conta todas as pessoas que não votaram no primeiro turno. Querem fazer crer que o jogo está decidido e estimular a cultura política brasileira de “votar em quem vai ganhar”. Não podemos desistir e nos deixar dominar pela apatia e pelo medo, temos de cair na luta para vencer essa eleição, pois isso é bem possível e só depende de nós: a responsabilidade histórica é nossa.

Todo o avanço de anos de luta pela legalização da maconha sofrerá um terrível retrocesso no governo do Bolsonaro. Ele já avisou que o usuário deve voltar a sofrer a pena de prisão, então, quantos anos de cadeia ele pretende aplicar para quem fuma maconha no Brasil? A luta da legalização da venda da maconha nas favelas é importantíssima para uma nova política de segurança pública, assim como a luta das mães pelo uso medicinal da maconha, mas essa trajetória e avanços sofrerão inegavelmente um terrível retrocesso com a política repressiva de segurança pública. Bolsonaro foi ao BOPE para dizer que o batalhão terá total liberdade para matar, pois, segundo o candidato, nem os já falsos autos de resistência devem existir. Não podemos vacilar nesse momento, é apertar 13 para livrar o Brasil da volta da ditadura.

No início da eleição no Rio de Janeiro, atacamos Eduardo Paes por ser o representante da desastrosa política do PMDB em nosso Estado. Mas em total desalinho com os institutos de pesquisa, que continuam a afirmar que têm 95% de probabilidade de acerto, um candidato totalmente desconhecido foi o mais votado no primeiro turno. Um filhote da política de Bolsonaro em nosso Estado, que chegou ao segundo turno porque defendeu o candidato da tortura. Foi ele que liderou, no centro de Petrópolis, o ato em que foi exibida a placa com o nome de Marielle Franco partida por seus correligionários ao meio.

Ninguém esperava um segundo turno como esse no Rio de Janeiro. As circunstâncias na política são determinantes, e diante delas, não restou outra opção a não ser votar em Eduardo Paes, a fim de derrotar o filhote do Bolsonaro em nosso Estado.

Fico pensando, se a dupla da extrema direita ganhar as eleições, como será a Marcha da Maconha em 2019?

Leia mais: BOLSONARO E A TORTURA

#PraCegoVer: ilustração (de capa) colorida de uma urna eletrônica e um dedo apertando a tecla confirma.

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Sobre André Barros

ANDRÉ BARROS é advogado da Marcha da Maconha e Mestre em ciências penais.